Equipe Seagate conquista o Tricampeonato de Corrida de Aventura

Equipe Peak Performance (Suécia) sentiu com o calor, mas completou a prova  / Foto: Alexandre SocciEquipe Peak Performance (Suécia) sentiu com o calor, mas completou a prova / Foto: Alexandre Socci

Pantanal - Cotada como uma das favoritas para vencer o Campeonato Mundial de Corrida de Aventura de 2015 - Pantanal Pro Adventure Race - a equipe neozelandesa Seagate confirmou as previsões e conquistou o Tricampeonato. Foram sete dias percorrendo mais de 600km pelo Pantanal Sul-Mato-Grossense, alternando entre caiaque, mountain bike, trekking e técnicas verticais, sempre através da orientação.
 
"Foi a prova mais longa que fiz e também uma das mais duras. Foram longos percursos e com muito calor, o que aumentou a dificuldade da corrida. Passamos por vistas espetaculares e os locais mais remotos do Brasil. Para nós, cruzar a linha de chegada em primeiro lugar foi muito especial e ficamos muito felizes", destacou Sophie Hart, que mesmo exausta após a prova, concedeu entrevistas.
 
As equipes passaram por pontos remotos do Pantanal, Rio Paraguay e Serra do Amolar, além de locais com poucas referências, o que tornou a navegação um ponto crucial da prova e determinante para o sucesso da Seagate, segundo a atleta.
 
"Temos três integrantes na equipe que cumprem muito bem a função, mas o Chris assumiu o posto de navegador e foi impecável, sempre encontrava os caminhos para chegar às áreas de transição", relata.
 
A Seagate já havia vencido a etapa inicial da Série Mundial deste ano, realizada na Nova Zelândia, e os Campeonatos Mundiais de 2012 e 2014, além de ocupar a segunda posição do ranking mundial.
 
Sete horas após a campeã cruzar a linha de chegada, a equipe sueca Team Haglöfs Silva desembarcou no Porto Geral de Corumbá, conquistando a segunda colocação. O capitão Aaron Prince analisou a diferença climática entre o calor do Pantanal e o frio da Suécia e como os atletas se prepararam para o choque térmico e uma longa prova na região.
 
"Saímos do inverno na Suécia e competimos numa temperatura acima de 30º, o que foi uma grande dificuldade para a equipe. Treinávamos em locais fechados, como o meu porão, onde tenho um aparelho de caiaque. O calor foi nosso maior desafio e, por conta disso, tivemos de diminuir o ritmo durante o dia. Andamos em vez de correr em diversos trechos. Mas demos nosso melhor na prova e, mesmo não saindo com o título, fiquei satisfeito com o que fizemos".
 
Na coletiva de imprensa, realizada logo após a chegada da terceira colocada SAFAT (Swedish Armed Forces Adventure Team), o capitão John Karlsson atendeu à imprensa ao lado de Aaron e Nathan Fa’Avae, capitães de Haglöfs e Seagate, respectivamente. Ele começou seu depoimento com uma homenagem aos colegas.
 
"Admiro muito esses dois corredores, Nathan e Aaron. Me inspiro muito neles na hora de correr. Nosso primeiro passo foi a adaptação ao calor, na qual seguimos nossa experiência como militares nas forças armadas da Suécia. Buscamos o melhor planejamento possível, usando nossos recursos e balanceando horas de sono. O estoque de água era vital para seguirmos bem numa competição com este clima, logo nossa navegação também tinha como objetivo encontrar fontes de água potável", relatou.
 
Um consenso entre os capitães foi o fato de que o Pantanal Pro se tornou uma referência na Corrida de Aventura, devido ao seu alto nível de dificuldade e complexidade.
 
Brasil foi representado por doze equipes
 
Entre os 128 atletas que disputavam o título mundial, 53 eram brasileiros. Destes, cinco estavam em equipes estrangeiras e os demais compuseram as 12 equipes do País no Pantanal Pro. A melhor colocada foi a Kailash QuasarLontra Advogado Aventureiro, que terminou no Top 15.
 
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