Ygor Coelho e Lohaynny Vicente serão os representantes nos Jogos Olímpicos

Atletas foram anunciados em entrevista coletiva, nesta quinta-feira, pela Confederação Brasileira de Badminton / Foto: Hildengard Meneses/CBBd e João Pires/Foto JumpAtletas foram anunciados em entrevista coletiva, nesta quinta-feira, pela Confederação Brasileira de Badminton / Foto: Hildengard Meneses/CBBd e João Pires/Foto Jump

Rio de Janeiro - O badminton brasileiro já conhece os seus representantes nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Ygor Coelho, na simples masculina, e Lohaynny Vicente, na simples feminina, serão os primeiros atletas do badminton do Brasil a disputarem o evento esportivo. Os dois foram confirmados nesta quinta-feira (dia 28), em entrevista coletiva da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd), no Clube Fonte São Paulo, em Campinas (SP).
 
"Ser o primeiro brasileiro a disputar os Jogos Olímpicos no badminton é fantástico. Tudo o que eu abri mão durante quatro anos valeu a pena. Morei sozinho, deixei minha família, amigos em busca de um sonho. Estou orgulhoso e mais ainda por ter conseguido a vaga pelo ranking, sem precisar do convite pelo fato de o Brasil ser o país-sede. Devo muito ao meu pai, que sempre me apoiou, e ao técnico Marco Vasconcelos, que me treinou e com ele tive grandes resultados", afirmou Ygor.
 
"Eu não esperava me classificar. A confirmação da vaga veio no último minuto. Ser a primeira atleta do Brasil a participar dos Jogos Olímpicos no badminton é uma emoção muito grande. Agora vem a expectativa do começo dos Jogos Olímpicos e a realização do sonho de todo atleta", disse Lohaynny, que travou intenso duelo pela vaga olímpica com Fabiana Silva.
 
Por ser o país-sede dos Jogos, o Brasil ganhou o direito de ter um representante na simples masculina e outro na simples feminina. Mas a CBBd sempre trabalhou para que seus atletas obtivessem a vaga pelo ranking. Hoje, Ygor é o 62º no ranking mundial e 29º no ranking olímpico. Lohaynny é a 67ª no ranking mundial e a 35ª no ranking olímpico. Ao todo, 76 atletas vão disputar as chaves de simples nos Jogos Rio 2016, sendo 38 no masculino e 38 no feminino.
 
"É uma satisfação muito grande participarmos pela primeira vez dos Jogos Olímpicos classificados pelo ranking, sem precisar do convite. O Brasil vai jogar a competição não porque é sede, mas porque tem competência e foi melhor do que outros. Jogaríamos os Jogos Olímpicos mesmo que fosse em outro país. É uma meta que tínhamos e cumprimos", declarou o Superintendente de Gestão Esportiva da CBBd, José Roberto Santini Campos.
 
O período de classificação olímpica se encerra neste domingo (dia 1º de maio). No dia 5 de maio, a Federação Mundial de Badminton (BWF) divulga o ranking final dos atletas classificados para os Jogos Olímpicos. A última competição que valia pontos para o ranking nas Américas, o Pan-Americano Por Equipes, foi encerrado na quarta-feira, em Campinas. Alguns torneios internacionais ainda estão em andamento e serão encerrados neste fim de semana.
 
Com os atletas olímpicos definidos, a CBBd volta suas atenções para o planejamento até o início dos Jogos. Ygor e Lohaynny terão alguns dias de férias e se representam no dia 16 de maio. A preparação terá início no Centro de Treinamento em Campinas. No fim de maio, Ygor vai para a Dinamarca e Lohaynny e o técnico Marco Vasconcelos vão para a Ilha da Madeira, em Portugal. No dia 5 de junho, Ygor se junta aos dois em Portugal até o dia 23 de junho. De lá, os três partem para os Estados Unidos e Canadá para a disputa de duas competições. Logo depois, voltam para a fase final de treinamentos em Campinas até a entrada na Vila Olímpica no dia 4 de agosto.
 
"Teremos uma boa preparação, com treinamentos na Dinamarca, Portugal e em Campinas com atletas de alto nível, também classificados para os Jogos Olímpicos. Nosso objetivo é ganhar uma partida, o que nos colocaria entre os 20 melhores dos Jogos Olímpicos, o que seria excelente para o Brasil", explicou Marco Vasconcelos.
 
Dupla feminina - Na dupla feminina, Lohaynny e sua irmã Luana ficaram como a dupla número dois da América, possivelmente a quarta ou quinta dupla reserva no mundo. "Quem sabe ainda temos uma chance. São apenas 16 duplas nos Jogos Olímpicos e, se estamos como quinto reserva, então estamos em 21º, 22º na corrida olímpica, o que é uma colocação muito boa", disse José Roberto Santini.
 
 
 

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