Brasil é ouro no torneio por equipes de badminton em Cochabamba 2018

Igor Coelho e Artur Pomoceno, do Brasil / Foto: Washington Alves/Exemplus/COB Igor Coelho e Artur Pomoceno, do Brasil / Foto: Washington Alves/Exemplus/COB

Bolívia - O Brasil conquistou a medalha de ouro no torneio por equipes de badminton dos Jogos Sul-americanos Cochabamba 2018, na Bolívia. Ygor Coelho, Artur Pomoceno, Luana Vicente e Fabiana Silva derrotaram a seleção do Peru nesta segunda-feira, dia 28, por 3 x 1, em final realizada no Coliseu Evo Morales. Esta foi a primeira vez que o Brasil conquistou o ouro por equipes em uma edição de Jogos Sul-americanos.
 
O Chile conquistou a medalha de bronze ao vencer a Venezuela por 3 a 2. O formato da disputa por equipes é misto, com homens e mulheres disputando no máximo cinco confrontos por partida: duplas mistas, duplas masculinas, duplas femininas e um individual de cada naipe.
 
Na final, o Brasil foi derrotado apenas no confronto feminino. A peruana Daniela Macias venceu Fabiana Silva por 2 sets a 1 (15/21, 21/14 e 21/10). Artur Pomoceno e Luana Vicente venceram Daniel La Torre e Danika Nishimura por 2 a 0 (21/12 e 21/14) nas duplas mistas; Ygor Coelho venceu Diego Mini por 2 a 0 (21/9 e 21/14) no masculino. Na partida que definiu o título, vitória da dupla masculina brasileira. Ygor e Artur venceram José Guevara e Daniel La Torre por 2 a 0 (21/19 e 21/15).
 
Essa foi a primeira vez que Artur e Ygor disputaram uma competição juntos. Foi também a primeira medalha de Ygor Coelho em uma edição de Jogos. O atleta, criado no Morro da Chacrinha, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, aprendeu a jogar badminton no projeto que seu pai, Sebastião, criou para ajudar as crianças da sua comunidade. Após se destacar e chagar aos Jogos Olímpicos, Ygor passou a morar na França. Em outubro, o brasileiro passa a fazer sua preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 na Dinamarca.
 
“Conquistar a primeira medalha de ouro do Brasil por equipes me faz sentir muito honrado em fazer parte desse time”, disse Ygor. “O Peru tem tradição na modalidade e um ótimo jogo de duplas. Nós somos melhores nas simples. Não foi uma disputa fácil como o placar faz parecer. Nós fizemos questão de vibrar a cada ponto para não deixar eles entrarem no jogo”, explicou o carioca.
 
O brasileiro está em grande fase e ocupa a 33ª colocação do ranking mundial e a primeira da América. Ygor foi o representante do Brasil na modalidade nos Jogos Olímpicos Rio 2016, quando o Brasil fez sua estreia no badminton olímpico. “Estou tendo um ciclo olímpico muito bom, com tudo o que eu preciso para me desenvolver essa medalha vem coroar esse trabalho”, afirmou Ygor.  
 
A equipe brasileira foi campeã mesmo com apenas quatro integrantes, o limite mínimo da modalidade. Outras equipes levaram até oito atletas. Isso fez com que os brasileiros jogassem vários confrontos durante os três dias de disputas na altitude de Cochabamba. “Estou muito feliz. Nossa equipe estava limitada em número de atletas e todas as outras vieram completas. A gente sabia que o confronto final seria mais acirrado já que o Peru tem tradição na modalidade e venceu o último torneio por equipes dos Jogos em Medellín 2010”, disse Fabiana da Silva, carioca de 29 anos. Fabiana é a mais experiente da equipe e foi prata em Medellín 2010. A última edição dos Jogos, em Santiago 14, não teve disputa do badminton. 
                                                   
Para o treinador brasileiro, o português Marco Vasconcelos, a equipe brasileira alcançou seu objetivo em Cochabamba, que era confirmar a hegemonia nacional no continente, expressa nos últimos anos, e iniciar a preparação rumo aos Jogos Pan-americanos Lima 2019, no Peru. “Somos considerados atualmente a potência número um do badminton sul-americano, mas precisamos trabalhar muito para garantir o domínio continental”, disse o treinador.
 
 
 
 

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