Copa Suzuki Jimny bate o recorde de barcos em Ilhabela

Regata deste sábado / Foto: Edu Grigaitis / BalaioRegata deste sábado / Foto: Edu Grigaitis / Balaio

Ilhabela - A Copa Suzuki Jimny atinge, em sua estreia na temporada 2013, 50 barcos. O número recorde para uma abertura de campeonato comprova o crescimento da vela oceânica em São Paulo. O circuito de quatro etapas chega a sua 13ª edição e é referência na modalidade reunindo velejadores de ponta e amadores no Yacht Club de Ilhabela (YCI). As principais classes como ORC, HPE, C30 e as quatro variações de RGS ajudam na evolução do esporte e colocam o evento como obrigatório no cenário brasileiro. 
 
"Realizar um campeonato com 50 barcos exige muito da organização, mas estamos preparados, já que nosso staff é composto por profissionais especializados com experiência internacional. Por outro lado, o Yacht Club de Ilhabela oferece todas as condições para um evento deste porte. E, na água, as equipes cada vez mais investem em equipamentos, treinos e atletas para deixar as regatas emocionantes", comemorou Carlos Eduardo Souza e Silva, diretor de vela do YCI.
 
As regatas voltaram a ser disputadas neste sábado(20) no Canal de São Sebastião com ventos de 12 nós de média e temperatura na casa dos 25 graus. Desta vez o tempo ajudou e a organização conseguiu fazer três provas para as classes HPE e C30, e duas para as demais categorias.
 
"Por ser um evento bem organizado e forte tecnicamente, outros velejadores, inclusive de fora de São Paulo, prestigiam a competição para ficar em atividade. A Copa Suzuki Jimny é referência nesse sentido e a tendência é aumentar o número de barcos", contou Cuca Sodré, organizador da Copa Suzuki Jimny e árbitro internacional de vela. "A presença de velejadores profissionais, que fazem parte da equipe olímpica nacional, disputam o campeonato e aumentam o nível".
 
Entre os profissionais, nomes como os velejadores olímpicos Samuel Albrecht e Fábio Pillar, que vieram do Rio Grande do Sul para correr a Copa Suzuki Jimny. A interação entre com os atletas ajuda também no crescimento da modalidade. "O campeonato é de alto nível, um dos melhores do Brasil. A nossa presença torna o ‘jogo’ mais competitivo. É uma troca de experiência no final das contas. A gente ensina, se diverte e aprende", relatou Fábio Pillar, que é integrante do Barracuda na C30.
 
Uma das novidades para as regatas finais da primeira etapa foi a entrada do Tangaroa, na categoria ORC. O barco de Porto Alegre (RS) chamou o experiente Samuel Albrecht, parceiro de Fábio Pillar na classe 470, dupla que faz campanha para os Jogos de 2016. "A Copa Suzuki Jimny é bem movimentada e forte. Correr um campeonato desse nível mantém o velejador em atividade e ajuda na performance", explicou Samuel Albrecht. "Está tão frio no sul que migramos para São Paulo para disputar regatas. Somos iguais aos patos que vão para o norte no inverno", brincou.
 
As regatas do sábado - No fim de semana passado,o tempo ruim e a falta de ventos deram as caras. Mas a situação melhorou e muito, neste sábado. A Comissão de Regatas conseguiu fazer três provas para as classes one-design e duas para as demais categorias. 
 
Na HPE, o Repeteco (Fernando Haaland) assumiu a liderança com um bom desempenho no dia e a entrada do descarte do pior resultado. "Estamos em primeiro porque não erramos manobras. O treinamento faz a diferença. Além disso, eu acredito que a largada representa 70% da vitória em uma regata de HPE", disse Fernando Haaland. Em seguida aparecem Ginga (Breno Chvaicer) e Fit to Fly (Eduardo Mangabeira), três e quatro pontos, respectivamente, atrás do Repeteco.
 
Na C30, mais uma vez o TNT Loyal (Marcelo Massa) se deu bem vencendo as três regatas. Porém, o Barracuda chegou mais próximo nas provas e quase tirou os 100% dos favoritos. "Diminuímos a vantagem deles na água. Chegamos a ficar perto da vitória. Em uma das provas, o TNT Loyal estava bem atrás, mas na última boia, eles deram um jibe e foram empurrados por uma melhor rajada", disse Fábio Pillar, tático do Barracuda. 
 
Na ORC, equilíbrio na disputa com a chegada do Tangaroa (Germano Pestana), que venceu as duas regatas do dia. Mas, como os gaúchos não correram na semana passada, o Lexus/Chroma segue na ponta seguido por Orson/Mapre (Carlos Eduardo Souza e Silva).
 
Na RGS-A, o Jazz (Valéria Ravanni) segue em primeiro na classificação geral, mas BL3 Wind Náutica (Clauberto Andrade) e Maria Preta (José Barretti) venceram as regatas do dia e diminuíram a diferença para o líder. Na RGS-B, o Asbar II (Sérgio Klepacz) venceu as duas provas e pulou para a liderança no geral dele. O Suduca (Marcelo Claro) ficou em segundo lugar nas duas e perdeu a ponta. NA RGS-C, o Ariel (Andreas Kugler) segue em primeiro, assim como o BocCalupo (Claudio Melaragno) na RGS-Cruiser. 
 
Neste domingo (21), os barcos voltam à raia em Ilhabela às 12h para um dia de regatas, que decidirão a primeira etapa da competição.
 
Resultados parciais
 
ORC - 4 regatas e 1 descarte 
1º - Lexus/Chroma (Luiz Gustavo de Crescenzo) - 5 pontos perdidos (2+1+2+2)
2º - Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) - 9 pp (1+2+3+3)
3º - Tangaroa (Germano Pestana) - 9 pp (7+7+1+1)
 
C30 - 5 regatas e 1 descarte
1º - TNT/Loyal (Marcelo Massa) - 4 pp (1+1+1+1+1)
2º - Barracuda (Humberto Diniz) - 8 pp (2+4+2+2+2)
3º - +Realizado (José Luiz Apud) - 11 p (3+2+3+3+3)
 
HPE - 5 regatas e 1 descarte
1º - Repeteco (Fernando Haaland) - 11 pp (8+1+7+2+1) 
2º - Ginga (Breno Chvaicer) - 14 pp (3+5+9+3+3)
3º - Fit to Fly (Eduardo Mangabeira) - 15 pp (9+2+2+16+2)
 
RGS-A - 4 regatas
1º - Jazz (Valéria Ravani) - 7 pp (1+1+2+3)
2º - Maria Preta (José Barretti) - 13 pp (3+6+3+1)
3º - Inaê/Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho) - 13 pp (2+5+4+2)
 
RGS-B - 4 regatas 
1º - Asbar II (Sergio Klepacz) - 6 pp (2+2+1+1)
2º - Suduca (Marcelo Claro) - 6 pp (1+1+2+2)
3º - Hélios - Sírio Libanês - 14 pp (3+3+4+4)
 
RGS-C - 4 regatas 
1º - Ariel (Andreas Kubler) - 6 pp (1+1+2+2)
2º - Rainha (Leonardo Pacheco) - 7 pp (3+2+1+1)
 
RGS-Cruiser - 4 regatas 
1º - Boccalupo (Claudio Melaragno) - 6 pp (1+1+3+1)
2º - Brazuca (José Rubens Bueno) - 10 pp (2+4+1+4)
3º - Cocoon (Luiz Caggiano) - 15 pp (6+5+2+2)
 

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