Com clima de ficção científica, esgrima encanta o público

Evolução tecnológica faz um dos mais tradicionais esportes dos Jogos conquistar torcedores que comparam os duelos até com filmes como Guerra nas Estrelas / Foto: Tom Pennington/Getty ImagesEvolução tecnológica faz um dos mais tradicionais esportes dos Jogos conquistar torcedores que comparam os duelos até com filmes como Guerra nas Estrelas / Foto: Tom Pennington/Getty Images

Rio de Janeiro - Disputada desde a primeira edição dos Jogos Olímpicos, a esgrima é um dos esportes mais tradicionais da competição. Ao mesmo tempo, é também uma modalidade que evoluiu exponencialmente com o tempo e a chegada da tecnologia.
 
Em suas três modalidades - espada, sabre e florete -, o toque no corpo do adversário é registrado através de sensores que acendem luzes e emite sons, trazendo uma aura de filme de ficção científica para os duelos realizados na igualmente futurista Arena Carioca 3.
 
Esta atmosfera, de fato, foi uma atração à parte para os curiosos que se misturavam aos fãs do esporte nas arquibancadas. A família Galvão, por exemplo, veio por causa de Celia, ex-praticante do esporte. Fernanda, que trazia nos ombros a filha Maria Luisa, e o irmão Alexandre não sabiam muito o que esperar. Mas não esconderam o encanto ao ver um esporte dinâmico e diferente do que estão acostumados. 
 
"Realmente é algo muito divertido. A roupa, as luzes, as espadas... Tudo isso traz um clima de cinema mesmo. A Malu não tira o sorriso do rosto. Está muito feliz", disse Fernanda. 
 
Celia relembrou a época em que aprendeu os movimentos da esgrima. A evolução tecnológica a deixou muito surpresa, mas também esperançosa de que o clima traga mais praticantes para o esporte que ela tanto aprecia. "A arena está linda, e a esgrima hoje se tornou atrativa de assistir. Tomara que tenhamos novos esgrimistas", afirmou.
 
Do lado de fora, foi montada uma ação em que o público pode ter o gostinho por alguns minutos do que é ser esgrimista. Os duelos acontecem com armas de plástico, mas com uniforme semelhante aos dos profissionais. Os russos Andrei Bykov e Olesya Bezhina entraram no clima e fizeram uma disputa apertada que terminou em vitória de Olesya. Após a brincadeira, a russa disse que não esperava que fosse se divertir tanto assistindo a um duelo de esgrima. Claro que seu imaginário ajudou. 
 
"É muito legal. Parece que estou dentro de uma nave do filme Guerra nas Estrelas. Se a roupa dos atletas fosse preta e o sabre tivesse luz vermelha, acharia que era um duelo do Darth Vader contra um Jedi (risos)", brincou. 
 
De fato, as evoluções do esporte atraíram mais público. Prova disso foram as reações da torcida durante as partidas. Mesmo quando não tinha brasileiros na disputa, alguns torcedores se empolgavam demais obrigando os organizadores a pedir silêncio. 
 
Atleta da delegação italiana, a mais vitoriosa da história dos Jogos, Irene Vecchi acredita que tudo é válido para trazer os holofotes para seu esporte. "Realmente, o esporte ficou mais dinâmico e mais atrativo para o público que não é especializado em esgrima. E isso tudo é válido. Queremos ter torcedores sempre", disse.
 

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