Victor Santos fica com ouro no Circuito Brasileiro de Rollerski

Atleta olímpico reencontrou companheiros de equipe nacional / Foto: CBDN/DivulgaçãoAtleta olímpico reencontrou companheiros de equipe nacional / Foto: CBDN/Divulgação

São Paulo - Em seu quinto ano consecutivo de realização, o Circuito Brasileiro de Rollerski teve sua abertura no último domingo, dia 4. Apesar da chuva intensa que atingiu o Kartódromo de Interlagos, em São Paulo, e adiou o início das baterias finais, a etapa foi realizada e marcou o reencontro do atleta olímpico Victor Santos com os outros atletas da equipe nacional e as categorias de base em provas de Sprint 400m no estilo livre.
 
Da neve de PyeongChang para, literalmente, um rio de água na zona sul da capital paulista. Na primeira competição em solo nacional após os Jogos Olímpicos de Inverno, Victor Santos encontrou um cenário tipicamente tropical. Sob intenso calor no período da manhã, 51 atletas disputaram as qualificatórias em cinco categorias diferentes: Adulto (Masculino e Feminino), Sub-19 (Masculino e Feminino) e Sub-16 (Feminino).
 
Logo após o último atleta cruzar a linha de chegada na fase qualificatória, um verdadeiro temporal arrebatou o Kartódromo de Interlagos, adiando a etapa em alguns minutos devido à grande quantidade de água. Passada a tempestade, as baterias das categorias adultas marcaram o duelo entre irmãos de Victor Santos e Paulo Santos na final masculina e nova medalha de ouro para Bruna Moura. Por diferença de menos de um ski, o irmão Santos que representou a família nos Jogos Olímpicos saiu vencedor.
 
“Foi minha primeira competição depois dos Jogos Olímpicos de Inverno. É muito bom reencontrar todos do Ski na Rua (Projeto Social), são meus amigos e parceiros de equipe. É bom estar de volta, competir com eles e compartilhar todas minhas histórias, nos divertimos muito por aqui”, comentou Victor Santos.
 
Grande parte dos atletas vem do Projeto Social Ski na Rua. Criado em 2012, o projeto social atende jovens atletas que moram na comunidade São Remo, localizada em São Paulo, e teve seu primeiro representante em uma edição de Jogos Olímpicos no último mês com a participação de Victor Santos nos 15km estilo livre.
 
Países com altas temperaturas - Apesar de não terem grande estrutura para treinar no Brasil e, muitas vezes, diante da impossibilidade dos atletas invernais se manterem no exterior, a doutora Karina Hatano, médica do exercício e do esporte, é otimista quanto à adaptação de treinos. “Equipamentos que simulam condições de neve tornam-se imprescindíveis, como o rollerski”.
 
Ainda que a passos lentos, as inovações vão surgindo. Em São Paulo, no ano passado, foi finalizada a construção da primeira pista de Push do Brasil para treinar bobsled com a expectativa de, no futuro, alcançar voos maiores no cenário internacional.
 
A regularidade também é fundamental para obtenção de melhores marcas. “Os atletas precisam treinar a parte física para chegarem até as competições fortalecidos, com intensos trabalhos, inclusive aeróbios, no sentido de desenvolver reflexo, melhorar o condicionamento e a força, potencializar a flexibilidade e evitar as entorses”, resume Karina.
 
Para a médica, pensar em pódio para a próxima Olimpíada ainda é prematuro. Porém, vê que o Brasil tem chance sim de conquistar a medalha inédita nos Jogos Olímpicos de Inverno que estão por vir, desde que tomadas algumas medidas. “Investimentos e maior divulgação dos esportes são condições indispensáveis para darmos uma alavancada nos resultados”, enfatiza a doutora.
 
 

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