Mayra Aguiar e Marcelo Melo são os melhores do Prêmio Brasil Olímpico

Melo e Kubot com o troféu de Wimbledon / Foto: Felipe Castanheira / DivulgaçãoMelo e Kubot com o troféu de Wimbledon / Foto: Felipe Castanheira / Divulgação

São Paulo - A judoca Mayra Aguiar e o tenista Marcelo Melo foram eleitos os Melhores Atletas do Ano de 2017 do Brasil. Os dois foram homenageados na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico nesta quarta-feira, dia 28, no Rio de Janeiro.
 
Organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), a festa de gala do esporte olímpico chegou à sua 19ª edição premiando também 51 melhores atletas no ano em cada modalidade esportiva, além de outras homenagens.
 
“O Comitê Olímpico do Brasil tem especial orgulho de reunir nessa noite os maiores expoentes dos esportes olímpicos no país. Premiar é reconhecer o mérito, e vocês fizeram por merecer essa homenagem no Prêmio Brasil Olímpico”, disse o presidente do COB, Paulo Wanderley.
 
“O ano de 2017 foi de muitas mudanças no esporte brasileiro. Um ano de readaptação à realidade do país e do próprio esporte.  As dificuldades foram imensas, mas juntos, COB, Confederações, Ministério do Esporte, Forças Armadas, clubes, treinadores e atletas, conseguimos superar os desafios e evoluir.  O nível técnico alcançado no último ciclo olímpico foi mantido. E seguiremos assim, baseados na meritocracia, austeridade e transparência, até os Jogos Olímpicos Tóquio 2020”, disse o presidente.
 
A escolha dos vencedores do Troféu de Melhor Atleta do Ano foi realizada por um júri formado por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Além dos vencedores, concorreram ao troféu de melhor do ano Ana Marcela Cunha (maratona aquática) e Ana Sátila (canoagem slalom), no feminino; e Caio Bonfim (atletismo) e Evandro/ André (vôlei de praia), no masculino. 
 
“Estou muito feliz por receber este prêmio. O início de 2017 foi muito conturbado. Passei por minha quinta cirurgia, mas o judô ensina a cair e eu tive que parar. Nada pior para um atleta do que parar de fazer o que ama. E se o judô ensina a cair, também ensina a levantar. E eu me levantei com mais força ainda, conquistando meu segundo título mundial”, disse Mayra Aguiar.
 
“O ano passado foi muito especial. Conquistar o torneio de Wimbledon é um sonho para qualquer tenista, e eu terminei o ano como o número um do mundo. Nós atletas temos muito orgulho de representar o nosso país, e qualquer competição que você dispute, em qualquer lugar do mundo, sempre tem um brasileiro. Agradeço ao COB e à CBT que me proporcionaram a melhor estrutura possível”, disse Marcelo Melo, que se emocionou ao citar os pais, que o ensinaram a jogar tênis.
 
O Prêmio Brasil Olímpico 2017 também homenageou o Atleta da Torcida, após eleição realizada no site do Comitê Olímpico do Brasil e nas redes sociais do Time Brasil. Caio Bonfim, bronze na Marcha Atlética no Mundial de Londres 2017, conquistou 46% dos votos dos internautas. Concorreram ao prêmio Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Ana Sátila (canoagem slalom), André & Evandro (vôlei de praia), Bruno Fratus (natação), Gabriel Medina (surfe), Letícia Bufoni (skate), Marcelo Melo (tênis), Mayra Aguiar (judô) e Rebeca Andrade (ginástica artística), além de Caio.
 
“Muito agradecido pelo prêmio. Estou muito surpreso. Tive concorrentes de peso. Sou de um esporte individual, mas este prêmio foi coletivo. Minha modalidade, a marcha atlética, sofre muito preconceito. E hoje, um esporte tão discriminado conquista um título através de uma votação popular. Estamos vencendo o preconceito”, afirmou Caio.
 
Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico foi a entrega do o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, que celebra grandes nomes que representem os valores positivos do esporte, ao velejador Lars Grael. Dono de uma carreira exemplar, Lars é dono de duas medalhas olímpicas, bronze em Seul 88 e Atlanta 96. Outro título de grande destaque na sua carreira foi o Campeonato Mundial da classe Snipe, em 1983, em Portugal.
 
Em 1998 estava no auge, mas um trágico acidente, em Vitória, no Espírito Santo, mudou sua vida e resultou na amputação de sua perna direita. Com o apoio da família se reergueu e, graças à sua postura sempre atuante, passou a receber convites para ocupar cargos de gestão, sempre envolvido nas principais discussões sobre os rumos do esporte nacional. 
 
“Me sinto muito lisonjeado em receber um prêmio que representa os valores deixados por Adhemar Ferreira da Silva, o primeiro brasileiro bicampeão olímpico. Estou muito emocionado em ver na plateia meu irmão, Torben, que é meu ídolo e também já recebeu esse prêmio. A minha vida foi toda dedicada ao esporte olímpico”, disse Lars Grael. 
 
Entre os treinadores, o COB fez uma homenagem especial ao técnico Bebeto de Freitas, recém-falecido. E logo depois entregou pela quarta vez o troféu de Melhor Técnico do Ano para José Roberto Guimarães, da Seleção Feminina de Vôlei, que também exaltou o treinador. “Bebeto foi meu mentor. Foi quem me deu a primeira oportunidade como seu assistente técnico. Minha gratidão pelo que ele fez pelo vôlei e pelo esporte do meu país”. 
 
O Prêmio Brasil Olímpico homenageou ainda os 51 melhores atletas em cada modalidade esportiva entre eles os melhores atletas dos novos esportes e modalidades do Programa Olímpico para Tóquio 2020: Beisebol e Softbol, Escalada Esportiva, Karatê, Surfe, Skate, Basquete 3x3 e Ciclismo BMX Freestyle (ver lista abaixo).
 

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