Marta não sabe se jogaria outra Olimpíada, por isso aposta no Rio

Marta pode bater Klose como maior artilheira das Copas / Foto: Divulgação / CBFMarta pode bater Klose como maior artilheira das Copas / Foto: Divulgação / CBF

Rio de Janeiro – A mais premiada jogadora de futebol do Brasil de todos os tempos deverá se despedir dos gramados olímpicos na Rio 2016. Marta, que não sabe se conseguiria jogar outra edição dos Jogos, em 2020, aposta suas fichas no torneio que começa em agosto.
 
Completando 30 anos nesta sexta-feira, a jogadora lamenta que as atletas da modalidade no Brasil ainda não consigam viver só do esporte. Por isso, segundo ela, a luta pelo ouro na Rio 2016 se dá mais por ser em casa, e não por uma expectativa de que o título olímpico mudaria em algo o cenário do futebol feminino por aqui.
 
“O pessoal coloca muito essa questão das Olimpíadas. Sem dúvida é um sonho que eu gostaria de poder realizar. Esse ano, jogando no Brasil. A gente já tem duas medalhas de prata. Mas a gente necessita estar sempre levando a seleção para o lugar mais alto. A gente briga muito por isso, a gente pede apoio. Talvez eu nem sinta a necessidade de "ah tem que ganhar, tem que ganhar". Quantas vezes a gente fez tão bem em campeonatos e Olimpíadas e mudou, mas não o suficiente para que a gente pudesse realmente viver do futebol no Brasil”, lamenta a atleta.
 
Marta confessa que não sente tanto a pressão pelo ouro. “Então, esse peso de ‘ah você precisa ganhar’ para ver se muda já não é algo que amedronta. Mas é questão mesmo de ter mais oportunidade e por ser especial, por ser no nosso país. Não sei se conseguirei jogar mais uma Olimpíada. Então tem todas essas dúvidas que eu não deixaria de gostar essa oportunidade novamente passar na frente e não conquistar por mim e pelas meninas que vêm lutando há muito tempo para que essa modalidade cresça”, emenda a jogadora.
 
Os recordes talvez também influenciem na dedicação de Marta ao esporte. Depois de jogar o Mundial no Canadá, ela cogitava não atuar mais em Copas. A possibilidade, porém, de ultrapassar o alemão Klose como a maior artilheira da história das Copas já a faz repensar os planos.
 
“Depois dessa Copa do Mundo eu estava meio desacreditada de pensar em jogar mais uma Copa. Mas depois disso tudo, quem sabe conquistar mais um recorde, são coisas que nos dão uma motivação para se manter em atividade. É óbvio que a gente vai pegar essas coisas legais para que possa a cada dia fazer uma meta: ‘poxa, eu quero estar bem, eu vou continuar bem, eu vou em busca de me manter bem’”, conclui Marta.
 
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