Campo encharcado ajuda no sucesso do evento teste de hóquei; entenda

 

Brasileiro briga pela bola no evento teste do hóquei na grama / Foto: Esporte AlternativoBrasileiro briga pela bola no evento teste do hóquei na grama / Foto: Esporte Alternativo

Rio de Janeiro - Choveu como raramente chove no Rio de Janeiro na tarde dessa quarta-feira, segundo dia do evento teste de hóquei na grama que está sendo disputado no Complexo Olímpico de Deodoro. Mas, o que poderia ser considerado um problema para alguns esportes, o campo encharcado nessa modalidade é muito bem vindo.

Quem explica é o diretor de esportes da Rio 2016. "O campo necessita de água. Diferente do que a gente está acostumado aqui no Brasil com o futebol society ou o futebol na grama artificial, pro hóquei, pra bola poder atingir a velocidade de deslocamento necessária a gente precisa molhar o campo", esclarece Rodrigo Garcia com exclusividade ao Esporte Alternativo.

Segundo o diretor, o fato de ter chovido bastante nessa quarta ajuda o comitê a estabelecer parâmetros para os Jogos Olímpicos. "A chuva é um fator importante até pro nosso teste pra que a gente possa saber a quantidade de água que a gente precisa colocar no campo e poder achar o balanço ideal", completa. 

Se a chuva que poderia ser problema não foi, Rodrigo considera os outros "detalhes" do evento teste sanáveis até os Jogos, em agosto do ano que vem. Faz a ressalva, porém, da diferença deste evento para o olímpico. Hoje, por exemplo, os jogos não estão abertos ao público, os times que competem são três vezes menos os do torneio olímpico e as demandas não são simultâneas. 

Rodrigo Garcia, diretor de esportes da Rio 2016 / Foto: Esporte AlternativoRodrigo Garcia, diretor de esportes da Rio 2016 / Foto: Esporte Alternativo

"Seria o ideal, que a gente tivesse na verdade em todos os testes a possibilidade da gente testar todas as nossas operações. Mas é impossível, então pra nós, tentamos buscar o que é mais importante em cada esporte. Trabalhar com o espectador faz parte do nosso dia a dia de entregar eventos. Mas o mais importante para que a gente garanta a operação durante os Jogos é testar a nossa operação dentro do campo de jogo. Por isso que nós privilegiamos hoje testar a área de competição, os serviços pros atletas, a parte de time scoring, que é de resultados, que é muito importante pra gente", afirma Rodrigo. 

As duas partidas do período da tarde ocorridas nessa quarta-feira mostraram que as seleções brasileiras têm seu potencial quando se trata de nível continental. As meninas do Brasil, que não disputarão as Olimpíadas por não terem preenchido um critério mínimo estabelecido pela FIH (Federação Internacional de Hóquei), de estar no Top-40 do ranking, venceram as paraguaias por 1 a 0. Os homens fizeram ainda mais bonito e com um 2 a 0 sobre o México. 

O resultado dos homens não é tão surpreendente, vindo de uma equipe que alcançou o feito histórico de ficar em 4º lugar nos Jogos Pan Americanos de Toronto, em julho, no Canadá. 

"O que a gente fez no Pan vai ficar marcado na história, o nosso feito. E com certeza com garra e determinação a gente vai poder chegar mais longe nas Olimpíadas também", finaliza Bruno Mendonça, titular do time do Brasil. 

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