Juliana e Larissa rechaçam o favoritismo

Depois da separação forçada em Pequim, dupla comemora reencontro em Londres / Foto: Valterci Santos / AGIF / COBDepois da separação forçada em Pequim, dupla comemora reencontro em Londres / Foto: Valterci Santos / AGIF / COB

Londres - Quando até a mídia dos Estados Unidos aposta no sucesso de Larissa e Juliana na disputa pela medalha de ouro do vôlei de praia feminino dos Jogos Olímpicos Londres 2012 e no consequente fim de uma sequência de vitórias das norte- americanas Walsh e May-Treanor, seria perdoável que as brasileiras sentissem um reforço na confiança. No entanto, ainda que sonhem com um tira-teima olímpico no dia de 8 agosto, as brasileiras rechaçam qualquer sugestão de que sua missão nas areias do Horse Guards Parade será facilitada pela diferença de momentos vividos pelas duas duplas.

 
Por enquanto, o único motivo para festas é que, depois da separação forçada devido à lesão no joelho que tirou Juliana de Pequim 2008, a dupla enfim poderá disputar uma Olimpíada. “É um sentimento muito bom poder estar aqui com a Juliana. Jogamos há muito tempo juntas e queríamos voltar com força depois da lesão dela. Nossa confiança é estarmos juntas", disse Larissa, numa entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira, 23 de julho, no Centro de Treinamento do Time Brasil, no Crystal Palace.
 
Em Pequim, Larissa precisou competir ao lado de Ana Paula, que havia sido inscrita como reserva. Perderam nas quartas-de-final, justamente para Walsh e May-Treanor. Mas ninguém pode negar que Larissa e Juliana vêm recuperando o tempo perdido. Vencedoras do Circuito Mundial entre 2009 e 2011, elas levaram também o Mundial de Roma (derrotando as americanas) e o ouro no Pan-americano de Guadalajara. Falta apenas uma medalha olímpica, cuja cor será a consequência do número de "finais" que as atuais vice-líderes do Circuito Mundial vencerem em Londres, a partir deste sábado, 28 de julho.
 
"Cada jogo que fizermos aqui será uma final, não importa se com a dupla das Ilhas Maurício ou da República Tcheca. Favoritismo tem que ser confirmado na quadra. A Walsh e a May podem não estar num momento tão forte mas são bicampeãs olímpicas e merecem respeito. De repente, esse papo de favoritismo por parte da imprensa americana é para jogar a pressão para cima da gente", brincou Juliana.
 
Sempre irreverente, a santista, que completou 29 anos neste domingo, 22 de julho, disse que a expectativa é receber o presente atrasado, nas areias londrinas. No Rio 2007, a dupla conquistou o ouro justamente no dia do aniversário de Juliana. Outra expectativa de Juliana se deve à oportunidade de competir numa arena que fica próxima ao Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha Elizabeth II e um dos principais cartões-postais londrinos.
 
"Estaremos jogando perto da casa da rainha e espero que a realeza venha nos ver. Ouvi falar que o príncipe Harry (um dos herdeiros do trono), estava interessado em ver as jogadoras italianas e brasileiras".

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