Depois de estrear contra forte Hungria, Brasil pensa no Cazaquistão

Mirella Coutinho / Foto: Satiro Sodré / Divulgação CBDAMirella Coutinho / Foto: Satiro Sodré / Divulgação CBDA

Barcelona - A seleção brasileira feminina de polo aquático iniciou no domingo, dia 21 de Julho, sua trajetória no XV Mundial de Esportes Aquáticos, em Barcelona. A estreia foi com derrota para a forte Hungria por 20 a 6. As parciais foram de Hungria 6 x 2 Brasil / 3 x 0 / 3 x 0 / 8 x 4. Os gols brasileiros foram de Izabella Chiappini (2), Marina Zablith (2), Lucianne Maia e Mirella Coutinho, esta última autora do primeiro gol brasileiro na competição.
 
"Elas são muito fortes fisica e tecnicamente, então o nosso objetivo era ser mais inteligente, mas ainda temos muito o que trabalhar. No primeiro quarto, por ser estreia, estávamos muito nervosas, mas no resto foi o esperado, inclusive com o último quarto mais equilibrado. Enfrentamos um time que veio para tentar ganhar o Mundial, por isso, pra estreia, acho que foi bom. Agora vem o mais importante, o Cazaquistão, temos que partir para cima delas. Hoje acabou sendo um bom treino, para sentir a piscina, a pegada, o sol, tudo isto conta", disse Mirella, que está em seu segundo Mundial, e se considera agora mais madura, "vejo com outros olhos. Antes tinha 16 anos, hoje estou com 18, e chamo mais o jogo pra mim, trabalhei pra isto, e sinto diferença pro outro sim" - concluiu.
 
A vitória sobre o próximo adversário, o Cazaquistão, na 3ª feira (23/7), às 12h30, de Brasília, é fundamental para as chances brasileiras de uma melhor colocação no campeonato. O último rival, a Itália, na 5ª feira (25/7), é mais forte e tradicional na modalidade. Hoje (dom), a seleção brasileira jogou contra uma equipe que tem história na modalidade. A Hungria esteve em três das quatro Olimpíadas que contou com o polo feminino. Nas duas últimas (Pequim e Londres), as húngaras disputaram medalhas até o final, terminando em ambas na quarta colocação. Em Mundiais, a Hungria possui dois títulos e um vice-campeonato.
 
O primeiro gol da partida saiu aos 7'03 para o fim do primeiro quarto, com a jogadora nº 8 da Hungria, Rita Keszthel, autora também do segundo gol aos 5'55. Rita foi a artilheira do jogo com cinco gols. Logo depois, Mirella Coutinho, da linha dos 5m, tirou o Brasil do branco no placar aos 4'53. O segundo gol brasileiro veio com Lucianne Maia, em jogada de mulher a mais, aos 3'43, quando a Hungria já tinha feito quatro gols.
 
No segundo e terceiro períodos, o marcador foi o mesmo, com as húngaras marcando três gols e o Brasil não conseguindo balançar as redes. Mas no quarto final, o jogo ficou mais aberto, e Izabella e Marina Zablith marcaram duas vezes cada.
 
Marina aos 3'53, diminuindo para 3 x 15, e Izabella, que nos dois primeiros quartos foi quem mais tinha arremessado a gol, aos 3'12, diminuindo para 4 a 16, marcaram em jogadas de mulher a mais. Depois, a mesma Marina em lance pelo centro, aos 2'10 (5 x 17) e Izabela, de penalti, quando faltavam apenas 36 segundos, marcando 6 x 19, definiram o placar do lado brasileiro.
 
As brasileiras venceram três das quatro saídas de bola no jogo. Somente no primeiro, Marina Zablith chegou atrás da adversária. Ela mesmo venceu a disputa no segundo período, o mesmo acontecendo com Izabela Chiappini e Viviane Bahia nos quartos seguintes. Todas as 13 jogadoras do Brasil entraram no jogo.
 
O Brasil jogou de toucas azuis com 1 - Manuela Canetti / 2 - Diana Abla / 3 - Marina Zablith (2 gols) / 4 - Marina Canetti (capitã) / 5 - Lucianne Maia (1) / 6 - Adhara Santoro / 7 - Melani Dias / 8 - Izabella Chiappini (2) / 9 - Victoria Muratore / 10 - Flavia Vigna / 11 - Mirella Coutinho (1) / 12 - Viviane Bahia / 13 - Victoria Chamorro. Técnica: Sandy Nitta. Auxiliar-técnico: Roberto Chiappini. A arbitragem coube ao russo Sergy Naumov e ao holandês Gideon Reemnete.
 

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