Cesar Cielo e Felipe Lima falam sobre as medalhas conquistadas em Barcelona

 Cesar Cielo, Sua Majestade, voltou a ocupar o lugar mais alto do pódio em uma competição de alto nível / Foto:  Satiro Sodre/SSPress Cesar Cielo, Sua Majestade, voltou a ocupar o lugar mais alto do pódio em uma competição de alto nível / Foto: Satiro Sodre/SSPress

Barcelona - Agora o brasileiro Cesar Cielo filho é o único não americano, australiano ou europeu a ter no currículo cinco medalhas de ouro em Campeonatos Mundiais dos Esportes Aquáticos. Ele se sagrou bicampeão mundial dos 50m borboleta, na noite de segunda-feira, dia 29 de Julho, em Barcelona, com o tempo de 23s01. Uma das boas notícias da noite foi o pódio de Felipe Lima nos 100m peito. A segunda etapa da natação deu ao Brasil sua sétima medalha na competição (2 ouros, 2 pratas, 3 bronzes), uma campanha inédita para a história do país nos Mundiais da FINA.
 
Comemorando muito o resultado que o coloca ainda mais alto na história da natação brasileira e mundial, Cesar disse que a prova foi tensa. "Foi uma prova diferente, muito tensa e nervosa. Todo mundo se olhando meio torto... Uma coisa diferente do que a gente está acostumado. Os últimos 10 metros fizeram toda a diferença. Apostei em não respirar. Primeira vez que eu não respirei nos 50m borboleta. O importante era bater em primeiro tanto que os tempos foram piores do que os da fase semifinal. Mas estou muito feliz. Se o mundo acabasse agora eu já estava satisfeito. Ganhar a prova depois da minha operação e da recuperação foi especial. Eu tenho a foto do Nadal e do Ronaldo no meu quarto, que tiveram o mesmo problema que eu tive nos joelhos e foram grandes atletas. Graças a Deus tem um monte de gente que acredita em mim. Com esse são 13 pódios importantes na minha vida e me sinto muito aliviado. Que venham mais coisas, mais títulos... Estou com 26 anos ainda e muita coisa ainda pode acontecer". Cesar lutava há algum tempo com tendinopatia nos dois joelhos, até que em setembro de 2012 fez a operação e passou pelo longo período de recuperação até estar pronto para competir outra vez. Em abril, no Troféu Maria Lenk que selecionou o grupo para Barcelona chegou a declarar: "Meu principal adversário são meus dois joelhos".
 
Em Barcelona ele soma mais ouro na vasta coleção de conquistas (ver lista no final). O pódio foi completado pelo australiano Eugene Godsoe, 23s05, e pelo grande amigo de Cielo, o francês Frederick Bousquet, 23s11.
 
Felipe Lima mato-grossense conquistou o bronze da prova com o melhor tempo de sua carreira, 59s65. À sua frente no pódio chegaram os únicos que conseguiram nadar na casa dos 58 segundos: O australiano Christian Sprenger, 58s79, e o recordista mundial e campeão olímpico, o sul-africano Cameron Van der Burgh, 58s97.
 
"Estava nadando o melhor tempo da minha vida desde as eliminatórias e fui abaixando cada vez mais, acertando alguns detalhes. Hoje passei muito forte, acompanhando o Cameron e fui pra cima e consegui este excelente resultado, 59s65. Acho que nos primeiros 50m foram onde tomei a grande decisão que foi voltar muito forte com o Cameron. Eu estava buscando o melhor resultado e o melhor foi a medalha de bronze", disse o nadador mato-grossense.
 
Felipe, que em várias competições importantes não alcançou a final, saiu aliviado e feliz. "Eu tinha essa missão de chegar aqui e nadar para os meus melhores tempos. Fui atrás do resultado e ele veio. Significa a realização de um sonho, porque eu vinha buscando há muito tempo nadar abaixo do minuto e nadei duas vezes nessa competição abaixo disso. Agora é comemorar", contou. Felipe virou em segundo nos primeiros 50 metros, com 27s27, logo atrás de Cameron, 26s83, enquanto Sprenger virou na terceira posição, com 27s38.
 
 

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