Marcus D’Almeida ressalta experiência e legado para o Tiro com Arco brasileiro

Jovem de 18 anos cita "bagagem" conquistada em sua primeira Olimpíada e projeta evolução do Brasil nos próximos anos / Foto: Quinn Rooney/Getty ImagesJovem de 18 anos cita "bagagem" conquistada em sua primeira Olimpíada e projeta evolução do Brasil nos próximos anos / Foto: Quinn Rooney/Getty Images

Rio de Janeiro - Principal nome do Tiro com Arco no Brasil, Marcus D’Almeida viveu a experiência de estrear em Jogos Olímpicos aos 18 anos e "em casa", no Rio de Janeiro. O jovem, que fez o país assistir e torcer pela modalidade, se despediu da competição cheio de experiências após o combate diante do americano Jake Kaminski, na última terça-feira (9).
 
O brasileiro disparou as primeiras flechas na última sexta-feira (5), ainda antes da cerimônia de abertura, na fase de classificação do Tiro com Arco. Após um início complicado, se recuperou e finalizou a fase na 34ª posição entre todos os 64 competidores.
 
Com isso, o confronto com o americano (31º na classificatória) se apresentou para a primeira fase dos combates. O Sambódromo, local das competições da modalidade, lotou e se vestiu de verde e amarelo para acompanhar o arqueiro realizar seu sonho de participar de uma Olimpíada em casa.
 
Após perder o primeiro set e ver o americano abrir 2 a 0, Marcus se recuperou no segundo e empatou o duelo em 2 a 2. Kaminski, porém, manteve um ótimo nível técnico e regularidade para vencer o combate por 6 a 2 e seguir na competição.
 
Apesar do resultado, Marcus viu muitos pontos positivos em sua participação. "Foi uma experiência única. Com minha torcida, enfrentei um bom adversário, foi uma Olimpíada que eu pude aproveitar de tudo. Quando entrei na arena e vi tudo aquilo, lembrei que estava muito bem preparado, então fiquei muito feliz. Meu trabalho mental, físico e técnico fluiu como tinha que fluir. Em nenhum momento deixei de acreditar, não fiquei nervoso e isso foi bem legal", afirmou.
 
Marcus também falou sobre a oportunidade única de poder estrear em Jogos Olímpicos aos 18 anos, contra atletas que estão há tempos figurando entre os melhores do mundo. "Essa é a minha primeira Olimpíada, tem Tóquio pela frente, com mais experiência, aos 22 anos. Não é muita idade, mas já terei essa bagagem".
 
Embora o Brasil ainda tenha ficado distante do pódio, o país pode comemorar a participação entre os melhores do mundo, no individual masculino e feminino e por equipes, com destaque para Ane Marcelle, que fez história ao chegar às oitavas de final. 
 
Para Marcus, esse é o maior legado que o país pode tirar dos Jogos Olímpicos. "O trabalho para o Brasil foi muito bom. Ganhamos muito conhecimento no Tiro com Arco. Esse ciclo olímpico foi maravilhoso para nós. O trabalho nesse próximo ciclo será muito mais linear para o Tiro com Arco brasileiro e tenho certeza que vamos evoluir muito mais", concluiu.
 
Marcus D’Almeida foi campeão mundial juvenil em 2015, vice-campeão da Copa do Mundo Adulto em 2014 e medalhista de prata nos Jogos da Juventude em Nanquim/2014.
 
 

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