Mulheres do Pan debatem: beleza no esporte ajuda ou atrapalha?

Alejandra Benitez já fez ensaios sensuais e é deputada na Venezuela / Foto: Reprodução / Alejandra Benitez já fez ensaios sensuais e é deputada na Venezuela / Foto: Reprodução /

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - No mundo esportivo, não é raro uma mulher ser alçada pela mídia ao posto de "musa", "bela" ou mesmo "gata", quando se trata dos atributos físicos das atletas. Esse tipo de tratamento, porém, está longe de ser unânime entre elas e, nestes Jogos Pan-Americanos, o assunto voltou à tona. 
 
Tudo começou com a publicação de Ingrid de Oliveira, brasileira dos saltos ornamentais. A foto da atleta de costas sobre a plataforma de 10m, em Toronto, publicada no Instagram, gerou uma chuva de comentários elogiosos e alguns até chulos e pejorativos. 
 
Instantaneamente, a saltadora viu sua imagem ser difundida pela imprensa e se tornou uma das chamadas "musas" do Pan. Ingrid, porém, não gostou nada da repercussão que sua foto teve e recusou o rótulo colocado sobre ela. 
 
Muitas vezes as atletas acabam se tornando reféns deste tipo de reconhecimento, que extrapola seu desempenho dentro da respectiva modalidade esportiva. 
"É difícil, porque sempre querem comparar essa questão de ser uma pessoa bela e com o objetivo final esportivo e se atingiu o esperado. É um contraste difícil. Mas acho que no geral as mulheres hoje em dia gostam de estar bem pra competitiva. Não acho que (ajude).  Tem que ter é coragem no seu esporte", afirmou a esgrimista venezuelana Alejandra Benitez, de 35 anos, ao UOL Esporte. 
 
Benitez é, além de atleta, deputada na Venezuela e já posou em ensaios sensuais para uma revista no país. Diferente dela, Delfina Marino, atacante do time de hóquei sobre a grama da Argentina, crê que essa exposição é boa para o esporte. 
 
"Cada vez que se fala isso, enchem mais os estádios para ver os jogos, as meninas ficam mais conhecidas e desde que ajude o esporte a ficar mais conhecido, é bem-vindo. É positivo, mas tem que ajudar o esporte", explica a argentina. 
 
Há, ainda, opiniões que ponderam os dois lados, como a da atleta americana da luta olímpica, Adeline Gray. Aos 24 anos e com porte físico cheio de músculos, a medalhista de ouro deste Pan diz que não perderá seu lado feminino por nada. 
 
"Tento marcar uma posição mostrando que as mulheres podem ser bonitas e poderosas. Não quero e não vou perder meu jeito feminino porque eu treino duro e eu tenho músculos. Eu empreendo um grande esforço a este esporte e eu acho que isso só pode ser bonito e é algo sobre o qual eu me orgulho demais", conta Adeline. 
 
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