Match Race Brasil faz sucesso com regatas para patrocinadores e convidados

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Pro-Am durante o Match Race Brasil / AGIFPro-Am durante o Match Race Brasil / AGIF

Rio de Janeiro - O Match Race Brasil, competição barco contra barco, completa 10 anos de trabalho e carrega o rótulo de ter mudado a cara da vela tupiniquim. Antes vista como inalcançável e de difícil entendimento, a modalidade virou o jogo com profissionalismo, patrocínio e mídia. 

Uma das atrações do evento é a regata Pro-Am, que não vale pontos para o campeonato, mas é fundamental para o marketing de relacionamento. A prova é feita pelos convidados dos patrocinadores e VIPs, que experimentam na prática as ações dos principais velejadores do País.No leme, ídolos do esporte brasileiro, como Torben Grael, ensinaram um pouco dos segredos a quem nunca participou de uma regata. Na Pro-Am deste sábado (10), a vitória foi do barco de Samuel Albrecht, do Veleiros Sul. A regata de flotilha divertiu a todos, do começo ao fim, mesmo sendo disputada com chuva na Baía de Guanabara. Completaram o pódio as tripulações de Torben Grael, Maurício Santa Cruz e André ‘Bochecha’ Fonseca.

"É bem legal essa iniciativa, porque dá oportunidade para quem não conhece a modalidade ter um primeiro contato e, quem sabe, se aprofundar mais. Essa interação com quem vive da vela é fundamental para a empresa, uma outra atividade", reforçou Samuel Albrecht, que disputou a Olimpíada de 2008 na classe 470.

A experiência de velejar pela primeira vez começou cedo na chuvosa Cidade Maravilhosa. Os escolhidos para participar da ação chegaram de manhã ao Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ) e curtiram os estandes dos patrocinadores. Antes de ir para água, o grupo teve rapidamente um briefing do que é o Match Race e dos procedimentos de segurança. Devidamente posicionados no Beneteau First 40.7, os marinheiros de primeira viagem sentiram a adrenalina do procedimento de largada e depois dos contornos de boia até cruzar a linha de chegada. Todos fazem as mesmas manobras que os profissionais.

Nesta edição, multinacionais como Volvo, Takeda e Autodesk são patrocinadoras, além do canal Sportv. O projeto é incentivado pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte e pela Lei de Incentivo ao Esporte do Estado do Rio de Janeiro/ICMS. O Match Race conta com mais apoiadores: Redecard, Ambev, Banco Daycoval, TAM Viagens, Iate Clube do Rio de Janeiro, Confederação Brasileira de Vela e Motor e Marinha do Brasil. A realização é da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro e organização da IMX.

Com mais incentivadores e retorno de mídia, o Match Race Brasil ajudou atletas na parte técnica, colocou o País na rota dos grandes eventos e resultou na participação inédita na Volvo Ocean Race. Na última edição, a cidade de Itajaí foi a única parada da América Latina e atraiu milhões de visitantes. A próxima meta é patrocinar um veleiro na America´s Cup, considerada a mais importante do mundo.

Arquibancada VIP - Os convidados, imprensa e velejadores acompanham também as regatas do Match Race Brasil dentro do navio Pink Fleet, uma verdadeira arquibancada vip, ancorado ao lado da boia de largada e chegada. A embarcação é uma das mais modernas e luxuosas do País com 56 metros e seis ambientes diferentes. No convés, os representantes de patrocinadores, convidados e autoridades têm contato com os velejadores, que usam a embarcação no intervalo entre as regatas.

Quem não conhece a modalidade pode aprender um pouco mais com as aulas de regras e manobras ministradas por especialistas no assunto. O cenário é um dos mais belos do País, com o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar ao fundo.

Vela coorporativa - Atletas como Henrique Haddad oferecem opções para empresas nacionais e multinacionais que querem investir na modalidade, a mais vitoriosa da história olímpica. O comandante da Marinha do Brasil no Match Race acredita que levar clientes para ter experiências na água agrega valor e gera emoção inesquecível, assim como o Pro-Am. "A vela tem vários modelos de barcos e a modalidade exige cooperação e entrosamento da equipe. Pessoas de vários biótipos e idades podem aprender e competir ao lado dos melhores". Henrique Haddad já está em campanha olímpica para os Jogos do Rio de Janeiro na classe 470. Além da categoria, o multidisciplinar velejador é o atual campeão brasileiro de HPE e corre também de C30, ambas na vela oceânica.

Virtual - A internet também é um caminho para aumentar a visibilidade da vela. Eventos como Volvo Ocean Race e America´s Cup trazem para a tela do computador, celular ou tablets informações precisas do andamento das regatas e até simulam provas. Velejadores também não largam essas ferramentas para saber informações precisas das condições climáticas. A empresa Boia 1, pioneira na cobertura de regatas online no País, se prepara para evolução tecnológica. A chegada da tecnologia 4G permitirá ampliar o serviço. "Em 2013, em função da Copa do Mundo, a 4G poderá aumentar a realidade das transmissões ao vivo de dentro dos barcos. Para o Match Race, seria interessante, já que o internauta poderá ver a imagem das provas e toda as ações dos velejadores. Equipamento e mão de obra qualificada já existem. Só falta a infraestrutura adequada", disse Kiko Moura, diretor do Boia 1.

Regatas do dia canceladas por falta de vento - O campeonato profissional, que é disputado por oito clubes náuticos e marinas do País, termina neste domingo (11), a partir das 10 horas da manhã. As regatas deste sábado foram adiadas, mais uma vez, por falta de ventos. A Comissão não conseguiu achar o vento como na véspera e, às 16h30, resolveu cancelar as atividades. "Infelizmente a nossa modalidade depende das condições climáticas. Sempre chegamos preparados para as regatas e o cancelamento não é legal pra ninguém", explicou Samuel Albrecht, comandante do Veleiros do Sul, que lidera o campeonato.

A classificação do Match Race Brasil é a seguinte: 1º - Veleiros do Sul (4 pontos), 2º - Marinha do Brasil (3,5 pontos), Yacht Club de Ilhabela (2,25 pontos), 4º - Búzios Vela Clube (2 pontos), 5º - Rio Yacht Club (1,5 ponto), 6º - Iate Clube do Rio de Janeiro ( 1 ponto), 7º - Ciaga (1 ponto) e 8º - Clube Naval Charitas (0,25 ponto).

O Match Race - As regatas são rápidas, com duração máxima de 20 minutos, e disputadas entre boias. No caso do Match Race Brasil, os veleiros escolhidos são do modelo Beneteau First 40.7, rigorosamente iguais para as tripulações (7 homens e 1 mulher ou 10 mulheres), que precisam mostrar talento e muito entrosamento para superar os adversários. O time que larga melhor tem enorme vantagem e, por isso, o procedimento inicial é um dos mais tensos do Match Race.

A inspiração do Match Race veio do evento de vela mais tradicional do mundo, a America´s Cup, com mais de 150 anos de existência. Feras já testaram seus conhecimentos na modalidade, como Torben Grael, Robert Scheidt, Eduardo Penido, Marcos Soares, Lars Grael, Bruno Prada, André ´Bochecha´ Fonseca, Joca Signorini, Horácio Carabelli, Fernanda Oliveira e Isabel Swan. Em 2012, nos Jogos de Londres, a modalidade fez parte do calendário.

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