Saiba como colocar seu filho para velejar de Optimist, classe de introdução à vela

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Crianças a partir dos 7 anos podem velejar na classe / Foto: Fred HoffmannCrianças a partir dos 7 anos podem velejar na classe / Foto: Fred Hoffmann

São Paulo - A classe Optimist é sem dúvida a categoria que ensina aos futuros campeões as ‘manhas’ de um barco. É nela que a garotada aprende como velejar mais rápido, escolher o melhor vento, contornar boias e as estratégias. O barquinho de 2,34 metros é fácil de tocar e oferece segurança para os pequenos de 7 a 15 anos na água. Por isso, os principais clubes náuticos e marinas do País oferecem cursos de introdução à modalidade e quase sempre as aulas são lotadas. 
 
Uma prova desse sucesso é o número de mirins nas competições nacionais. No Campeonato Brasileiro 2013, por exemplo, são esperadas mais de 200 crianças e adolescentes no Yacht Club de Santo Amaro (YCSA). O evento tem patrocínio do Sistema ANGLO de Ensino - Abril Educação e as regatas serão disputadas entre 18 de 25 de janeiro. 
 
"O Optimist é onde o atleta aprende tudo de regata e leva esse know-how para o futuro. É na categoria que os pequenos aprendem a olhar as rajadas, as técnicas de regata e estratégia. Quem passou pela classe e não foi direto para outras já na fase adulta larga muito na frente", relata a professora do YCSA Maria Hackerott. "Devido ao sucesso da classe, as largadas dos campeonatos são sempre cheias e as montagem de boia são concorridas fazendo com que as crianças tenham mais vivência".
 
Além do lado esportivo há também a opção lúdica da vela. As aulas se transformam em brincadeiras para ajudar os garotos a perder um pouco o medo da água. As crianças, além de aprender a velejar e respeitar o meio ambiente, também fazem amigos. "É uma diversão. Nosso trabalho é ensinar o básico às crianças e elas adoram aprender. Geralmente escolhemos brincadeiras para perder o medo e se acostumar com a água", conta Maria Hackeroot. "O Brasileiro de Optimist também terá um campeonato de principiantes para dar a oportunidade para os jovens de simular um evento deste tipo. Isso é bom para os nossos alunos ganharem experiência durante as férias escolares. Além de velejar, eles brincam e fazem outras atividades no clube", afirma.
 
Para adquirir um Optimist há muitas facilidades. O veleirinho 0km não sai por mais de R$10 mil. Porém, com a saída dos velejadores que completam seu ciclo na classe, naturalmente seus barcos são vendidos para os que chegam.
 
O evento - Durante o Brasileiro de Optimist, o YCSA terá uma estrutura especial para receber os velejadores, treinadores e dirigentes. Considerado o maior de vela monotipo do Brasil, o evento envolverá mais de mil pessoas. A competição tem a chancela da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) e chegará a 41ª edição. O campeonato tem dois dias para inscrições e medições de barcos, 15 e 16. No dia 17 haverá a regata treino e, no dia seguinte, a cerimônia de abertura e a primeira regata oficial.
 
Além do YCSA, outros clubes investem na categoria de introdução à vela. A maior concentração está nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. "Esperamos boas regatas, um grande público e uma grande festa. No meu ponto de vista é importante que todos aqueles que venham a participar deste campeonato (direta ou indiretamente ) saiam com a vontade de ‘quero mais’. Boas lembranças e recordações ajudam a promover o evento de tal forma que no Brasileiro seguinte mais pessoas queiram participar. Temos um país gigantesco com muitas opções de raias no mar, rios e lagoas. Velejadores, pais, clubes, federações, todos unidos facilitariam bastante a tarefa de expandir esta classe ainda mais aqui no Brasil", explica Paulo Gomes, coordenador da classe no Rio de Janeiro. 
 
O YCSA pode ser considerado um dos principais celeiro de campeões justamente por investir no Optimist. O clube detentor de sete medalhas olímpicas, 27 pan-americanas, 25 títulos mundiais e inúmeros brasileiros. Nas fileiras dos campeões estão Alex Welter e Lars Bjorkstrom, ouro em Moscou/80 na classe Tornado. O Yacht Club de Santo Amaro formou o maior medalhista olímpico do País, Robert Scheidt. O velejador soma cinco pódios, sendo duas de ouro, duas de prata e uma de bronze.
 

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