Brasil é quarto e empolga para o Pan e Mundial

Brasil é quarto e empolga para o Pan e Mundial / Foto: CBDA / Satiro SodréBrasil é quarto e empolga para o Pan e Mundial / Foto: CBDA / Satiro SodréRio de Janeiro – A prova final de equipe deu o quarto lugar à seleção brasileira (176.600) e motivação renovada para atletas e técnicas. As três primeiras colocadas – Canadá (188.389), França (177.764) e Estados Unidos (177.426) – são equipes de primeira linha do nado sincronizado mundial e não ficaram muito distantes da pontuação brasileira.

 

O segundo lugar na prova de equipe técnica, na noite de sábado (4/06) deu ânimo novo a delegação brasileira na reta final de preparação rumo ao Campeonato Mundial dos Esportes Aquáticos de Xangai, em julho, e os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.

"Crescemos muito. Essa competição nos animou bastante porque sentimos que realmente evoluímos. Superar França e Estados Unidos na prova técnica, onde a gente sempre caía muito, foi super importante e mostrou às atletas que é possível. Ainda vamos acertar muitas coisas, mudar outras e trabalhar bastante para ir muito bem nas duas principais competições do ano", disse a técnica Maura Xavier.

A rotina livre canadense, muito rápida, precisa e de difícil execução empolgou com o tema em torno dos ‘cowboys’, mas foi a combinação de dois elementos – ar e água – que encantou o público. A coreografia francesa explorou o tema ‘vento’.

A Federação Internacional de Natação – FINA enviou uma observadora ao Brazil Synchro Open. A americana Ginny Jasontek avaliou o evento todo, desde o trabalho da arbitragem até a arena de competição passando pelas condições para os atletas e o trabalho da organização.

"Gostei muito. Este foi o primeiro evento e sei que muitos países se interessaram em participar, mas o Brasil teve bom senso em começar com oito times e alguns clubes nacionais e fizeram um excelente trabalho. Todos estão se sentindo bem recebidos, os atletas atendidos em todas as necessidades e o evento em si funcionou muito bem. Estou impressionada e acho que a competição tem um grande futuro", analisou.

Nadaram a prova de rotina livre de equipe Maria Bruno, Nayara Figueira, Michelle Frota, Lorena Molinos, Pamela Nogueira, Joseane Martins, Giovana Stephan, Lara Teixeira e, como reservas, Maria Eduarda Pereira e Jéssica Noutel.

Dueto de prata - A última prova disputada no complexo Júlio de Lamare foi o dueto. As brasileiras Lara Teixeira e Nayara Figueira emocionaram o público presente e ficaram com a medalha de prata (179.564) depois de disputa acirrada com as francesas Sara Labrousse e Chloé Willhelm (178.877). O ouro foi para as canadenses Marie-Pier Gagnon e Elise Marcotte (188.551).

As brasileiras se emocionaram com o resultado, pois o desempenho na competição aponta para a possibilidade de um resultado inédito no Mundial dos Esportes Aquáticos de Xangai, de 16 a 23 de julho, e nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, de 18 a 21 de outubro. Nayara Figueira, que não participou dos campeonatos abertos da França e da Alemanha em março devido a uma contusão, disse que elas sabiam que poderiam se superar.

A coreografia criativa e difícil, feita em cima de rock-ópera da Trans Siberian Orchestra convenceu os juízes.
 
"Entramos confiantes. Vimos que podíamos e no Mundial e no Pan vamos com tudo, com mais garra ainda para conseguir levar o nome do Brasil mais longe. As coreografias estão prontas, as músicas estão aprovadas. Está tudo aí. Agora é só investir, aprimorar e colocar elementos ainda mais elaborados", disse.

Para Lara, o ano de 2011 está trazendo os resultados esperados desde os Jogos Olímpicos de Pequim 2008.

"Este está sendo o ano dos resultados. Saímos de Pequim sem a final que tanto queríamos, mas perseveramos, não desistimos e partimos para mais um ciclo olímpico. Agora os resultados começam a aparecer com mais força. Não tenho palavras pra dizer como estou feliz", afirmou.                                                          

A técnica Andrea Curi vai mesmo dar mais trabalho a Lara e Nayara. "Vi que Canadá e França têm dois movimentos difíceis no meio que o Brasil também pode ter. Até o Mundial ainda vou “complicar” ainda mais essa rotina", informou.

Na classificação geral o Brasil também ganhou a prata com 109 pontos pelas duas medalhas de prata (solo e dueto) e o quarto lugar na equipe. O Canadá venceu a primeira edição do Brazil Synchro Open, com 132 pontos. A França foi a terceira colocada (96). O presidente da CBDA, Coaracy Nunes Filho, disse que a competição se repetirá no próximo ano.

"Também estou muito feliz. Esse foi um dos melhores resultados do nado sincronizado brasileiro e vamos tornar essa competição anual. Isso vai motivar muito as nossas atletas nas categorias de base, já que a competição é aberta aos clubes, e vai ajudar a impulsionar a modalidade no país", disse.

Malas prontas – Depois do Brazil Synchro Open a seleção embarca no dia seguinte, 6/06, para o Torneio Aberto de Savona, na Itália, onde espera confrontar com outra equipe de peso nos Jogos Pan-Americanos: o México.

"Participamos de competições abertas da França e da Alemanha, em março, que foram muito importantes para determinar o que precisava ser mudado. São praticamente outras rotinas que temos agora, muito mais fortes", disse a coordenadora de seleções da CBDA, Mônica Rosas.

Resultado Final – Dueto
1º Marie-Pier Gagnon e Elise Marcotte – CAN-188.551
2º Lara Teixeira e Nayara Figueira - BRA – 179.564
3º Sara Labrousse e Chloé Willhelm – FRA – 178.877

Resultado Fina – Equipe Livre
1º Canadá – 188.389
2º França – 177.764
3º Estados Unidos – 177.426
4º Brasil – 176.600

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