Brasileira em busca de vaga olímpica volta do Equador após terremoto

Priscilla Carnaval é um dos principais nomes brasileiros no BMX / Foto: MKT DivulgaçãoPriscilla Carnaval é um dos principais nomes brasileiros no BMX / Foto: MKT Divulgação

Rio de Janeiro – No início a brasileira Priscilla Carnaval, que busca uma vaga olímpica no ciclismo BMX, achou que estivesse apenas zonza. Mas o terremoto de 7,8 que atingiu o litoral do Equador, a 280km de onde ela estava, foi sentido e a preocupou.
 
“Pensei que eu estava zonza por qualquer motivo, não imaginava que fosse terremoto, nem me preocupei. Após alguns minutos, uma amiga me mandou mensagem perguntando se eu havia sentido o temblor [tremor, em espanhol]”, relata Priscilla.
 
De volta ao Brasil nesta tarde de terça-feira, a ciclista afirma ter começado a se preocupar quando viu o noticiário. “Quando fui ver o noticiário eram 50 mortos, subiu para 70, mais de 100 mortos. Aí eu já estava bem preocupada. Mas por sorte o terremoto ocorreu a 280km de onde nós estávamos, então ali eu senti apenas o reflexo do tremor no litoral”, emenda.
 
O tremor, ocorrido na noite de sábado, deixou 480 pessoas mortas e mais de 2 mil feridas, segundo informações do governo divulgadas na noite de terça-feira, 19.
 
Priscilla havia acabado de desembarcar em Quito, capital do Equador, no sábado de manhã, para competir na Copa Nacional de BMX do país, evento que a ajudaria a contar pontos no ranking que qualifica para os Jogos Olímpicos de 2016.
 
Este já é o segundo terremoto que a ciclista enfrenta. Em 2011, quando tinha apenas 16 anos, ela também estava no Chile quando o país foi atingido por um tremor.
 
“Nossa, fiquei muito assustada na época. Estava jantando e parecia que havia alguém dando joelhadas debaixo da mesa. Mas via todas as pessoas ao redor bem calmas. Ficou como aprendizado para este terremoto no Equador, tentei manter a calma e tive a sorte de não estar na área mais afetada”, conta a atleta.
 
A competição de que Priscilla participaria foi remarcada para daqui duas semanas, data em que muito provavelmente a atleta brasileira não possa participar.
 
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