Ele quase morreu atropelado, se acidentou no Pan e quer quebrar jejum

Gideoni e sua medalha no Pan de Toronto / Foto: Divulgação / COBGideoni e sua medalha no Pan de Toronto / Foto: Divulgação / COB

Rio de Janeiro – Gideoni Monteiro pode dizer, sem sombra de dúvidas, que sua vida tem sido uma verdadeira montanha russa de acontecimentos desde 2012. Principal nome do ciclismo brasileiro de pista, o atleta sabe como ninguém o que é cair, se quebrar, mas levantar e seguir em frente. É assim que ele pretende estar na Rio 2016: como uma fênix.
 
O ciclista quebrará, nas Olimpíadas, um jejum de 24 anos do Brasil sem representante nas provas de pista. Gideoni estará na disputa do Omnium. O último brasileiro na prova foi Fernando Louro, em Barcelona 1992.
 
Mas para chegar até aqui, os últimos anos foram de tombos e tragédias. Em 2012, sua carreira foi temporariamente interrompida depois que ele foi atropelado por um caminhão que quase o vitimou fatalmente.  
 
"O caminhão estava na contramão e não me viu. Acabou sendo um choque de frente. Dei sorte de sair vivo. Tive uma fratura exposta no braço direito, uma luxação e escoriações pelo corpo. Tive de colocar uma placa para ligar os ossos que tenho até hoje. Fiquei três meses parado, mas consegui voltar bem, graças a Deus", afirmou o cearense de 26 anos ao UOL Esporte.
 
Ele se recuperou e chegou nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no ano passado, com sede de medalha. No meio do caminho, um tombo feio acabou deixando Gideoni conhecido em toda a Vila Pan-Americana. As marcas e o sangue que jorrava preocuparam seus colegas atletas.
 
"Quando cheguei na Vila (Pan-Americana) todo mundo tinha ficado sabendo do tombo e mostrou preocupação. Recebi um carinho muito grande de gente que nem me conhecia e também do público. Foi algo que me deixou muito feliz, pois estava ali representando a bandeira do meu país, que é o que amo fazer", relembra o ciclista, que ainda ficou com a medalha de bronze no Pan.
 
"Ciclista tem muito disso, de cair e levantar, mesmo porque todos andam muito próximos. Geralmente fica mais ardido que dolorido, acaba incomodando. Mas é algo com o qual a gente acaba se acostumando", emenda Gideoni.
 
Na semana passada, não bastasse todo esse histórico, o ciclista caiu na prova de eliminação do Omnium, no Mundial de Londres. Mesmo assim, conseguiu conquistar a vaga olímpica e espera fazer valer a conquista perante a torcida brasileira.
 
"Claro que é muito difícil de ganhar uma medalha, mas todos que estão ali (são 18 competidores no total) têm condições de levar uma medalha. Ninguém caiu ali de para-quedas. Acho que dá para ficar no Top-10 ou no Top-5. Agora que tenho a vaga, é pensar em como fazer bem esta preparação", completou o brasileiro.
 

 

 

Eventos esportivos / Entidades Mundiais

Curta - EA no Facebook