Mulheres da esgrima encerram jogos com a melhor atuação na história

Nathalie Moellhausen / Foto: DivulgaçãoNathalie Moellhausen / Foto: Divulgação

Rio de Janeiro - Apesar da derrota da equipe de espada esta manhã para a Ucrânia, a esgrima feminina deixa os Jogos Olímpicos com a melhor participação na história de sua história e vislumbra um futuro promissor.
 
O inédito sexto lugar de NathalieMoullausen está sendo considerado o marco da reviravolta e o passaporte para a conquista de novos patrocínios e adeptos para o esporte. 
 
As vitórias de Nathalie, Bia Falcão eRayssa Costa, as derrotas por pequenos detalhes de Amanda Simeão, ThaisRochel e o jogode igual para igual com as melhores do mundo fazem acreditar que, se tiverem apoio nos próximos anos, as meninas da esgrima chegarão a Tóquio em 2020 com chances de medalha.
 
Para o técnico Alexandre Teixeira, existe um grupo novo no florete feminino que está chegando com força e esta equipe de espada, com Nathalie, Amanda, Rayssa e Katherine Miller ainda pode chegar longe. “Mas o principal legado que os Jogos Olímpicos vão nos deixar é a quantidade de gente que está conhecendo e querendo praticar esgrima”.
 
Ricardo Machado, vice-presidente da Confederação, diz que a atuação das meninas não é uma surpresa, mas uma felicidade enorme pelos resultados. “Demonstra que estamos conseguindo transformar o improvável em possível. Os resultados da Nathalie e do Guilherme Toldo  - terminou em oitavo lugar - mostram que conseguiram jogar o melhor deles e estão no nível de igualdade com os melhores do mundo. Não é apenas um atleta; temos vários que estão conseguindo se superar. Trabalhamos todo esse ciclo visando chegar aqui no ápice. E o ápice é chegar aqui no melhor de cada um. Enfrentamos os melhores do mundo com estilo e qualidade”.
 
 Ele lembra que planejar um ciclo olímpico só é possível quando se tem um orçamento definido. “Planejamento sem orçamento prévio para o alto rendimento é brincar com coisa séria. Ainda não temos ainda definido o que teremos de recursos para o próximo ciclo, mas esperamos que esses resultados que mostraram esse crescimento fantástico da esgrima brasileira nos abram as portas para novos patrocinadores e para continuar com os que temos hoje”.
 
Nathalie: trabalho para Tóquio precisa começar amanhã - O sexto lugar foi o maior feito da esgrima brasileira até hoje, mas ele ainda está engasgado na garganta de Nathalie. Ela se preparou muito nos últimos dois anos e queria uma medalha. E é por isso que admite até trocar Paris, onde mora, pelo Brasil, a fim de se preparar para os Jogos de Tóquio. “Estou estudando as possibilidades, preciso de um bom apoio e estrutura nos próximos quatro anos. O Brasil precisa começar amanhã a se estruturar para Tóquio; não há tempo a perder, se quiser chegar em um bom nível. É preciso se confrontar com mais frequência com outras grandes equipes e ter um bom técnico estrangeiro, que possa fazer um bom trabalho. As atletas precisam fazer estágios no exterior ou convidar equipes de bom nível para vir aqui.
 
Ela explica que a estrutura é muito importante. Se eu continuar, é para ganhar medalha em Tóquio. Apenas participar não me interessa. “Essa olimpíada ainda está engasgada e por isso estou com gana de fazer mais”.
 
Para Rayssa Costa, que venceu um jogo e terminou em 31º lugar, o Brasil ainda não tem uma união na esgrima de equipe como os outros países. “Estamos juntas há dois anos, nossas adversárias de hoje estão há 10; faz diferença! Ainda somos uma equipe muito heterogênea, precisamos nos unir mais”.
 
Já Amanda Simeão acredita que o legado dos Jogos Olímpicos é enorme para a esgrima brasileira. “O público viu que a gente existe. Tem gente querendo ver, jogar e investir no esporte. Essa foi a melhor coisa desses Jogos”.
 

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