Tricampeão do WCT, Mick Fanning anuncia aposentadoria

Tricampeão vai pendurar a prancha / Foto: DivulgaçãoTricampeão vai pendurar a prancha / Foto: Divulgação

São Paulo - Mick Fanning anunciou que vai se aposentar da elite do surfe. O australiano, tricampeão do World Championship Tour, ainda vai competir as duas primeiras etapas do circuito de 2018, ambas em seu país natal. A primeira será em Gold Coast e a segunda em Bells Beach, onde o atleta disputará sua última bateria.
 
"Sinto que perdi a motivação para competir no dia-a-dia", diz Mick. "É algo que tenho feito nos últimos 17 anos, e mesmo antes disso no QS e no Juniors. Não consigo mais dar meu 100 por cento. Não estou curtindo tanto quanto no passado. Ainda amo surfar e o esporte ainda me empolga muito, mas sinto que há outros caminhos para mim neste estágio da vida".
 
"Sobre a escolha de me aposentar em Bells, sempre tive em mente que meu último evento no Tour seria lá. É onde comecei minha carreira, onde tive minha primeira vitória no CT e é um lugar com o qual me sinto conectado", completa o surfista.
 
Mick entrou para o WCT em 2002, após vencer sua primeira etapa do mundial ainda como wild-card, em Bells Beach. Foi essa vitória que o levou até a elite do surfe e colocou seu nome no mapa como alguém que faria história no esporte.
 
Em 2003, seu primeiro ano no Tour, ele venceu em Jeffrey's Bay, praia que se tornou uma de suas preferidas, pelas ondas favoráveis ao seu estilo de surfar, e também uma das mais temidas, pelo ocorrido de 2015, quando um tubarão o atacou na bateria final do evento.
 
Em 2004, depois de 2 anos no WCT, Mick viu sua carreira em risco após uma lesão na parte posterior da coxa, em Mentawai, que o deixou fora da água por meses. Ao invés de desistir, o atleta usou a contusão como motivação para voltar ainda mais forte. Já em 2005, ele estava de volta e três anos depois, ganhou seu primeiro título mundial. Somam-se a este, mais dois canecos de melhor surfista do mundo, além de 22 vitórias no CT.
 
"Foi uma montanha-russa, com certeza, com altos e baixos, mas quando olho pra trás só vejo memórias incríveis, dos treinos pesados na preparação para competir até vencer baterias e eventos, celebrando com amigos e visitando lugares que nunca tinha imaginado ver na vida", conclui o atleta.
 
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