Missão cumprida em Londres

Judô já planeja voos mais altos no Rio 2016/ Foto: Wander Roberto/Rio 2016Judô já planeja voos mais altos no Rio 2016/ Foto: Wander Roberto/Rio 2016

Londres- A nova geração fez sua parte e foi fundamental para que o judô brasileiro alcançasse todas as suas metas nos Jogos Olímpicos Londres 2012. Mas o trabalho não para. Com a conquista quatro medalhas por jovens talentos ( ouro de Sarah Menezes e os bronzes de Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva), a comissão técnica da modalidade já projeta voos mais altos daqui a quatro anos, no Rio de Janeiro. Neste sábado, 4 de agosto, em entrevista coletiva na Casa Brasil, o diretor técnico da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson, fez um balanço da participação da modalidade nos Jogos e acredita que o futuro do judô é promissor. 
 
Em Londres, o judô chegou ao melhor resultado na história em Jogos Olímpicos. Qualitativamente, os melhores haviam sido Seul 88 e Barcelona 92, com um ouro cada. Quantitativamente, foram Los Angeles 84 (uma prata, dois bronzes) e Pequim 2008 (três bronzes). “Nós chegamos a Londres com metas muitos claras, definidas pela comissão técnica, que eram sair daqui com quatro medalhas, chegar a uma final feminina e conquistar um ouro. Com isso, nós quebraríamos tudo que já havíamos conquistado em termos de resultados olímpicos. A meta foi cumprida integralmente, mas se fizermos uma avaliação mais profunda, o resultado, além das medalhas, foi bem melhor do que em edições anteriores”, destacou Ney Wilson. Em Londres, além dos quatro pódios, o judô brasileiro teve três quintos colocados, um sétimo e um número de lutas vencidas maior do que Pequim. “Hoje, temos uma avaliação ainda superficial e com certeza será preciso um estudo mais aprofundado para podermos trabalhar em cima de acertos e erros. Mas já estamos pensando em 2016. Vamos seguir trabalhando duro para 2016. Por serem atletas jovens, os medalhistas têm tudo para levar essa geração para frente. Vamos trabalhar em uns Jogos Olímpicos dentro de casa, não só por um bom resultado, mas para ser a maior potência do judô mundial”, acredita Ney.
 
Com as quatro medalhas em Londres 2012, o judô chegou a 19 pódios olímpicos na história e passou momentaneamente a vela (16) como esporte que mais medalhas deu ao Brasil nos Jogos em todos os tempos. É também a oitava edição olímpica consecutiva (desde Los Angeles 84) que o Brasil traz medalhas olímpicas no judô. A participação feminina foi um dos grandes destaques do Brasil nos Jogos.  A medalha de ouro de Sarah Menezes trouxe o Brasil para o lugar mais alto do pódio depois de 20 anos. “Trabalhamos o ciclo olímpico inteiro para bater essa meta de fazer uma final olímpica e conquistar uma medalha. Os objetivos foram alcançados. O planejamento é fundamental para toda e qualquer confederação. O ideal é planejar, traçar metas e ir fundo. A gente sua a camisa para chegar, para cumprir. O perfil da confederação é esse: traçar um planejamento e executá-lo”, afirmou Rosicléia Campos, treinadora da equipe feminina.
 
Além do ouro de Sarah, Mayra Aguiar, bronze aos 20 anos, tornou-se a atleta mais jovem a conquistar uma medalha individual para o Brasil em qualquer esporte na história dos Jogos Olímpicos. “A medalha me deu trouxe muita confiança. Sei que eu podia conquistar um dia, mas quando ela vem realmente, a confiança cresce. Sei que eu posso ir mais longe. Entrei para buscar o ouro e não deu. Fiquei chateada naquela hora, mas depois percebi que experiência eu estava vivendo. Quanta gente não queria estar disputando os Jogos Olímpicos? E eu estou saindo daqui com uma medalha. Então, estou muito contente com isso. Tenho vários Jogos Olímpicos pela frente. Tem 2016. Adoro competir em casa, com torcida, nossa estrutura toda. É mais uma motivação para continuar competindo e indo além”, comentou Mayra.
 
Pela primeira vez o Brasil subiu ao pódio nas categorias ligeiro e pesado masculino. As medalhas vieram com os inseparáveis amigos Felipe Kitadai e Rafael Silva. O resultado foi comemorado, já que a CBJ fez um trabalho específico de treinamento para estas categorias. “Eu me cobro muito em termos de resultados. Venho de um começo de ano muito bom. Eu sabia que tinha chances de medalha olímpica e quando eu vi o Kitadai ganhando fiquei muito feliz. Essa equipe tem muito valor. Até os mais experientes, que não medalharam, agregaram muito. Essa foi a primeira grande competição que eu consegui ir bem. Essa medalha vem me firmar na categoria. Para minha carreia foi muito importante por saber que eu tenho condições de brigar com os melhores da categoria. 2016 está aí para eu tentar um melhor resultado”, projetou Rafael “Baby” Silva. 

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