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Tabu quebrado no boxe

Bronze de Adriana Araújo, do peso leve, encerra jejum de 44 anos sem medalhas olímpicas na modalidade/ Foto: Valterci Santos/AGIF/COBBronze de Adriana Araújo, do peso leve, encerra jejum de 44 anos sem medalhas olímpicas na modalidade/ Foto: Valterci Santos/AGIF/COB

Londres- Foi uma tarde inesquecível para o boxe brasileiro. Mesmo com a derrota (17 a 11) para a russa Sofya Ochigava nas semifinais da categoria leve, Adriana Araújo assegurou a medalha de bronze na luta disputada nesta quarta-feira, 8 de agosto, no Excel South Arena 2. Mais do que isso, Adriana se tornou a primeira brasileira a ganhar uma medalha justamente na primeira participação das mulheres neste esporte em todas as edições dos Jogos Olímpicos. A pugilista também quebrou o tabu de 44 anos sem medalhas do boxe brasileiro em Jogos Olímpicos – a última havia sido com Servílio de Oliveira, também de bronze, nos Jogos Olímpicos Cidade do México 1968. E, com seu feito, o Brasil alcançou marca de 100 medalhas em toda sua história de participações olímpicas. 
 
Adriana Araújo subiu ao ringue ciente de que estava enfrentando uma das melhores pugilistas do mundo da atualidade na categoria leve: a russa Sofya Ochigava, que agora brigará pelo ouro com a irlandesa Katie Taylor, atual campeã mundial. Mesmo assim, Adriana fez um primeiro round equilibrado e a contagem de pontos terminou em 3 a 3. A russa conseguiu levar a melhor nos demais rounds (5/3, 5/3 e 4/2), apesar de Adriana ter acertado um bom cruzado de esquerda na adversária no terceiro assalto, o mais polêmico da luta. Mesmo com todo esforço da pugilista brasileira, prevaleceu a categoria de Ochigava, que fechou o combate em 17 a 11 pela contagem dos árbitros.
 
Feliz com os dois feitos históricos – primeira mulher a ganhar medalha no boxe e a centésima medalha da história do país –, Adriana disse que deixa Londres de cabeça erguida e com a certeza do dever cumprido. Ela lamentou somente a contagem de pontos no terceiro round da luta.“Não lutamos somente contra o adversário, mas também contra os juízes. Senti que poderia ter recebido uma pontuação melhor, mas não posso esquecer que do outro lado estava a Sofya, que já foi campeã mundial. Fiz o que estava programado taticamente, mas ela levou a melhor”, resignou-se.
 
Adriana, que dedicou a medalha aos técnicos Rangel Almeida (primeiro) e Luiz Dória (atual), já projeta os Jogos Rio 2016 como uma grande perspectiva para novas medalhas no boxe feminino, que nos Jogos de Londres participou em três categorias.“Com certeza, a partir de agora haverá ainda mais apoio e investimento nas novas atletas. O brasileiro tem aptidão para o boxe e vamos brigar por mais medalhas nos Jogos Rio 2016 em várias outras categorias”, garantiu a medalhista brasileira.

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