Porta-bandeira do Brasil está ansioso para a abertura

Rodrigo Pessoa será cavaleiro, técnico e porta-bandeira em Londres / Foto: Daniel Ramalho / AGIF / COBRodrigo Pessoa será cavaleiro, técnico e porta-bandeira em Londres / Foto: Daniel Ramalho / AGIF / COB

Londres - Com cinco edições de Jogos Olímpicos no currículo, o cavaleiro Rodrigo Pessoa chega a Londres 2012 com ânimo de estreante para desempenhar duas novas funções: agora técnico da equipe brasileira de saltos, ele será também o porta-bandeiras da delegação do país na cerimônia de abertura. Medalha de ouro em Atenas 2004 e bronze em Atlanta 1996 e Sydney 2000, Pessoa teve uma pequena amostra do que o aguarda no Estádio Olímpico de Londres durante a cerimônia de hasteamento da bandeira do Brasil, nesta segunda-feira, dia 23 de julho, na Vila Olímpica.
 
“É uma grande emoção. É minha sexta Olimpíada e todas elas são diferentes, mas essa realmente vai ser especial. É uma honra muito grande carregar a bandeira do Brasil na abertura, na frente dos nossos atletas. Vou tentar me divertir ao máximo até a hora da competição e levar todos esses momentos de lembrança”, disse o cavaleiro de 39 anos que, contagiado pela descontração da cerimônia, cantou e dançou durante o show de um grupo teatral ao som de músicas do grupo Queen.
 
Técnico da equipe brasileira de saltos desde 2010, Rodrigo garante estar bem adaptado à dupla função (ele ainda é cavaleiro) e às cobranças que acompanham o cargo. O porta-bandeira se define como um treinador exigente, mas compreensivo, e aponta o bom astral da equipe como um dos fatores mais importantes às vésperas da disputa por medalhas em Londres 2012.
 
“É uma posição em que a pressão sempre aparece, a cobrança é grande, mas no final são os atletas que fazem a diferença. O técnico está ali para proteger o atleta de tomar muita pancada antes da competição”, brinca o cavaleiro, diante de comparações com as críticas que costumam sofrer os treinadores de futebol no Brasil. “Sou exigente, mas nada de especial. Se estou vendo que os cavaleiros e a equipe estão dando o máximo, para mim está bom. O fator cavalo é sempre bastante frustrante, porque você não pode controlar, não depende só de você. É preciso ter paciência e conhecimento do problema. Mas o grupo está com um espírito muito bacana”.
 
Rodrigo aposta em uma disputa equilibrada pelas primeiras colocações em Londres, mas acredita que o talento individual da equipe brasileira somado a uma dose de sorte possa resultar numa boa colocação para o país.
 
“Em uma Olimpíada, o nível é tão alto que, se você não tem um pouco de sorte naquele dia, pode passar de terceiro para oitavo em um minuto. Vamos fazer o melhor possível para que tudo dê certo no dia – porque é sempre uma incógnita –, e contar com esse fator sorte. O percurso, o grau de dificuldade, a gente nunca sabe ao certo como vai ser. Mas temos um grupo que vai dar tudo como sempre e a expectativa é boa”, analisa. “Acabando aqui, é começar um trabalho duro para termos novos conjuntos para os Jogos de 2016, para passarmos da condição de azarões a favoritos. Temos que chegar lá como favoritos", afirmou.

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