Yane Marques ressalta suporte do COB

Medalhista olímpica no pentatlo moderno diz que trabalho da ciência do esporte faz a diferença/ Foto: Valterci Santos/AGIF/COBMedalhista olímpica no pentatlo moderno diz que trabalho da ciência do esporte faz a diferença/ Foto: Valterci Santos/AGIF/COB

Londres- Yane Marques encantou o Brasil ao conquistar uma medalha no pentatlo moderno no último dia de competições dos Jogos Olímpicos Londres 2012. A pernambucana mostrou determinação, superação e técnica apurada em um esporte que combina cinco provas distintas: natação, esgrima, hipismo, corrida e tiro. A medalha de Yane foi a 17ª do Brasil nos Jogos Olímpicos, fechando a participação do país com o seu maior número de medalhas em uma só edição. “Consegui, realizei meu sonho olímpico”, disse a atleta logo após o pódio, fazendo questão de ressaltar o suporte do Comitê Olímpico Brasileiro em sua preparação. “Nos últimos anos, temos trabalhado muito com o COB em relação à ciência do esporte: biomecânica, biomedicina, uma série de testes e exames. Isso pode fazer diferença de meio segundo numa prova. E fez diferença para eu fazer meu melhor tempo na natação”, afirmou.
 
Há dois anos Yane faz parte do projeto Time Brasil, gerenciado pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Selecionada quando fazia parte do top 10 do ranking mundial, a atleta passou a fazer trabalhos específicos para melhorar o desempenho, com acompanhamento bioquímico e biomecânico, contratações de técnicos específicos para auxiliar no treinamento de equitação, natação e corrida, além de investir em viagens para competições internacionais. Em 2011, Yane já estava entre as cinco melhores do mundo e em 2012 chegou a Londres como terceira colocada no ranking e chegou a Londres na sua melhor condição física e técnica para desempenhar o melhor papel possível nos Jogos Olímpicos.
 
Para o treinador de Yane, Alexandre França, a utilização do programa científico do COB foi determinante. Yane, entre tantos outros atletas brasileiros, foi submetida a uma série de exames bioquímicos e fisiológicos para determinar tudo o que era preciso em termos de treinamento, descanso e alimentação, entre outros fatores. “A ciência do esporte foi fundamental para o desenvolvimento de Yane, que passou a ter tranquilidade para seguir trabalhando. Esta evolução dela vem sendo mostrada durante toda a temporada. Por isso ela chegou em Londres para brigar por medalhas”, afirmou o treinador.