Africanos vencem a São Silvestre 2018 nas ruas de São Paulo

O etíope Belay Bezabh venceu a São Silvestre 2018 / Foto: Djalma VassãoGazeta PressO etíope Belay Bezabh venceu a São Silvestre 2018 / Foto: Djalma VassãoGazeta Press

São Paulo - A hegemonia africana continua forte na principal corrida de rua da América Latina. Nesta segunda, na 94 edição da Corrida Internacional de São Silvestre, o etíope Belay Bezabh e a queniana Sandrafelis Tuei foram os vencedores. 
 
Belay,  que foi vice no ano passado, completou os 15 km em 45min03seg, enquanto Sandrafelis marcou 50min02seg. O atletismo brasileiro garantiu o oitavo lugar, com Giovani dos Santos, em 46min38seg, e Jenifer da Silva, com o tempo de 54min05seg.
 
A São Silvestre fez, mais uma vez, a festa de fim de ano no país. Cerca de 30 mil corredores de todo o Brasil e do exterior, enfrentaram o calor e os 15 km pela cidade para marcar o encerramento do ano esportivo fazendo o que gostam. Na briga pelo primeiro lugar, tanto no masculino como no feminino, a supremacia foi dos atletas estrangeiros. Os cinco primeiros dos pódio foram de fora, confirmando essa hegemonia.
 
No feminino, Sandrafelis do Quênia, fez bonito apesar de não de sentir bem no começo. A atleta, que teve resultados expressivos no ano, com vitórias nos 10K de Valência  e na Naibori Kenya Commonwealth Games Trials 10.000m, garantiu a vitória, seguida por Pauline Kamulu (Quênia), 50min19seg, e Mestawut  Truneh  (Etiópia), 58min45seg.
“Não estava me sentindo bem no começo da corrida. Com isso, agradeço a Deus por ter me ajudado a chegar ao fim e pelo primeiro lugar. Gostei muito da prova e espero retornar”, destacou a  campeã.
 
Em sua segunda participação na São Silvestre, a brasileira Jenifer, de 27 anos, atleta do Esporte Clube Pinheiros, destacou as dificuldades enfrentadas na principal prova do país e o oitavo lugar. “O percurso é muito difícil, especialmente no fim, com a subida da Brigadeiro,  sem falar no nível técnico dos participantes que é muito elevado. Por isso, estar entre as oito primeiras é um resultado muito importante”, afirmou.
 
Masculino - A disputa no masculino foi acirrada, com os cinco primeiros, todos estrangeiros, chegando no mesmo minuto. O esforço acabou cobrando especialmente do vencedor Belay  Bezabh, vice no ano passado, que sentiu a fadiga e acabou sendo levado para o hospital para observação. O campeão se recupera bem e deve estar no hotel no fim da tarde. 
 
Giovani dos Santos foi, mais uma vez, o brasileiro mais bem colocado. “Foi uma prova intensa e forte mais uma vez. Procurei fazer meu melhor, tentando acompanhar os africanos. No final procurei fazer a minha prova e ainda consegui passar um etíope e garantir oitavo lugar. Estou feliz por ser o melhor brasileiro e sempre vou acreditar”, disse Giovani dos Santos.
 
 Acessos - A organização festejou o sucesso de mais uma edição  da prova e o resultado positivo no combate aos “pipocas”, que não conseguiram acessar a área de largada na Avenida Paulista. Para o próximo ano, o controle de acesso do “pipocas”  será feito até a Rua Dr. Arnaldo.
 
Resultados de 2018 - Elite
 
Masculino
1) Belay  Bezabh (Etiópia), 45min 03seg
2) Dawitt Admasu (Etiópia), 45min06seg
3) Amdework Tadese (Etiópia)
4) Emanuel Gisamoda (Tanzânia), 45 min23seg
5) Maxwell Rotich (Uganda), 45min4seg
8) Giovani dos Santos (Brasil), 46min38seg
 
Feminino
1) Sandrafelis Tuei (Quênia), 50min02seg
2) Pauline Kamulu (Quênia), 50min19seg
3) Mestawut  Truneh  (Etiópia), 58min 45seg
4) Ester Kakuri (Quênia), 52min47seg
5) Birthukan Almu (Etiópia), 53min06seg
8) Jenifer da Silva (Brasil), 54min05seg
 
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