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Atividade física sem acompanhamento pode ser prejudicial

Foto: Luiz Doro / adorofoto

São Paulo - É com a chegada dos dias mais quentes que a preocupação com a estética ganha destaque. Mas é preciso ter responsabilidade para colocar o corpo em forma. De acordo com Alexandre Cury, cardiologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica, a prática de atividade física irregular pode causar inúmeros problemas que vão desde sobrecargas articulares até infarto do miocárdio. E os problemas do coração acometem até mesmo os atletas profissionais.

Segundo dados do Hospital do Coração de São Paulo, cerca de 30 atletas profissionais menores de 35 anos morrem anualmente devido a problemas no coração. Na população em geral, essa média é de 1 para 100 mil habitantes. Uma outra pesquisa, divulgada pelo Comitê Olímpico Internacional, revelou que cerca de 10% das mortes súbitas em atletas com menos de 35 anos ocorreu em função de um infarto do miocárdio. A morte súbita é a morte que ocorre repentinamente, sem previsão, sem sinais de trauma ou violência.

O médico diz que a primeira atitude a se tomar antes do início da atividade física é fazer um check-up. Cury explica que, quando o sistema cardiovascular é submetido a um esforço pelo qual a pessoa não está acostumada, instala-se uma situação de estresse agudo. Uma das consequências é a liberação de uma grande quantidade de adrenalina na circulação, aumentando a pressão arterial e a frequência cardíaca de forma súbita. Essa sobrecarga "anormal" do músculo cardíaco provoca necessidade de maior quantidade de oxigênio, podendo ocasionar sofrimento do músculo cardíaco (miocárdio) e infarto agudo do miocárdio.
 
Segundo o cardiologista, algumas pessoas estão mais susceptíveis ao problema, como quem tem mais de 40 anos, fumantes, estressados, diabéticos, hipertensos, pessoas com colesterol alto ou com histórico familiar de doença do coração. "Esse grupo de indivíduos já pode ter um grau de alteração nas artérias coronária e não sabe. Se realizar um esforço intenso, corre o risco de ter um infarto do miocárdio, elevação da pressão arterial e até um Acidente Vascular Cerebral (AVC)", afirma. 
 
Por essas razões, o médico orienta aos iniciantes visitar um cardiologista ou médico do esporte com o objetivo de avaliar as condições clínicas e planejar um tipo de esforço físico que o sistema cardiovascular tolere. 
 
Para os atletas profissionais, Cury lembra que a rotina deles acaba sendo um fator agravante. A hipertermia, ou seja, o aquecimento excessivo do corpo, especialmente em dias de calor e alta umidade do ar, é um deles. Outro é o possível uso de anabolizantes, pois o usuário tende a ter um aumento no nível de colesterol, o que compromete as funções cardíacas. “O uso de estimulantes, termogênicos e esteroides como fator adicional de ganho rápido nos resultados acaba se transformando em um risco de prejuízos graves à saúde cardiovascular, entre outros agravantes”, reforça o médico.
 
Cury lembra que o início de qualquer atividade física deve ser progressivo, individualizado e orientado por especialistas. Mas, seguidas as devidas precauções e bem orientado, o exercício físico é um grande aliado à saúde do coração e dos vasos. Dentre as muitas vantagens, ajuda a controlar a pressão dos hipertensos crônicos, melhora os índices de glicemia e diminui os níveis de colesterol e triglicérides do sangue. “Além, é claro, de outros benefícios, como auxiliar na perda de peso, prevenção da osteoporose, melhora do humor e da autoestima”, finaliza.
 
Exemplos de atletas que morreram do coração durante atividades físicas
 
José Carlos Gomes - Em 2008, o brasileiro morreu na Maratona de Nova York após completar a prova. O atleta, 58 anos, cruzou a linha de chegada, passou mal e, após o primeiro atendimento no local, foi encaminhado para um hospital de Manhattam, onde não resistiu.
 
Vigor Bovolenta – jogador de vôlei italiano, morreu dentro de quadra durante um jogo pela segunda divisão do Campeonato Italiano, em 2012.
 
Fabrice Muamba – jogador de futebol do Congo, teve um mal súbito durante uma partida pelo Campeonato Inglês, em 2012.
 
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