Biografia póstuma de Michel Laurence será lançada dia 1º de setembro

Michel Laurent / Foto: DIvulgaçãoMichel Laurent / Foto: DIvulgação

São Paulo – Numa época em que o jornalismo esportivo era feito da maneira mais próxima possível dos atletas – os jornalistas viajavam no mesmo avião; vivenciavam e faziam parte do dia-a-dia dos jogadores -, histórias lendárias surgiram. São essas histórias que Michel Laurence, um ícone da profissão, presenciou ao lado dos jogadores mais renomados do país, como Pelé, Tostão e Rivellino, dentre outros e conta em sua obra póstuma “Michel Laurence – Causos da Bola”, iniciada por ele, e finalizada por sua esposa, Rose Guirro, por conta de seu falecimento antes de termina-la, em outubro de 2014. A publicação será pela editora Realejo Livros, e o lançamento em 01 de setembro, às 19h no restaurante Lenharetto, em São Paulo.


Entre os muitos causos, antigos e recentes – alguns da década de 70, quando houve a censura de imprensa –, que compõem a primeira parte do livro, escrita e organizada por Michel, ele revela não apenas uma relação profissional, mas de amizade com muitos jogadores, e fala sobre os encontros fora do campo esportivo e das câmeras, que perduraram até os dias mais próximos de seu falecimento. “O causo mais marcante, em minha opinião, é o último texto escrito pelo Michel, dia 23 de outubro, dois dias antes de sua morte. Ele escreveu sobre o Pelé, que faz aniversário nesta data. É muita coincidência seu último texto ser sobre o Pelé, pois o Michel foi o jornalista que mais escreveu sobre o jogador”, conta Rose.
 
Para a segunda parte do livro, Rose reuniu textos que Michel Laurence escreveu em seu perfil no Facebook durante a Copa do Mundo de 2014, período em que já estava doente. As postagens foram incentivadas por ela e pelos filhos como um modo para manter contato com os amigos jornalistas que trabalhavam na cobertura do evento. “Após a morte do Michel eu e nossos filhos - Felipe e Paulo Laurence - resolvemos retomar o projeto como uma forma de homenageá-lo, pois lançar este livro era o grande sonho dele”, revela.
 
Assinam os prefácios os narradores Galvão Bueno e Cléber Machado, da TV Globo, onde Michel Laurence também trabalhou, e tornou-se uma inspiração. “Michel me ensinou o grande segredo: a notícia e a verdade antes de tudo. Se hoje sou o Galvão Bueno, polêmico, mas respeitado, devo um bocado a esse francês de alma universal", escreve o narrador.
 
Michel Laurence cobriu oito Copas do Mundo, fez parte da primeira equipe da revista Placar, foi um dos criadores do troféu Bola de Prata, escreveu para os jornais Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Última Hora, TV Globo (participou do lançamento do “Globo Esporte” e da transformação do “Esporte Espetacular”), TV Cultura (responsável pela criação dos programas “Cartão Verde” e “Grandes Momentos do Esporte”), TV Bandeirantes e TV Record, entre outros escritos, como o blog “Jogo Mais que Perfeito”, no IG, onde contava causos, muitos presentes também no livro.


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