Brasil confirma seis atletas no tiro esportivo para os Jogos Rio 2016

Dani Carraro / Foto: Arquivo PessoalDani Carraro / Foto: Arquivo Pessoal

São Paulo - A equipe de tiro ao prato do Brasil já está definida para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), após a disputa do Campeonato Mundial da ISSF 2015, em Lonato, na Itália, fechou o grupo para a modalidade: Roberto Schmits (Fossa Olímpica Masculino); Janice Gil Teixeira (Fossa Olímpica Feminino); Daniela Matarazzo Carraro (Skeet Feminino) e Renato Araujo Portela (Skeet Masculino).
 
Nascido em Luziânia, interior de Goiás, Renato tomou conhecimento de que estava garantido na semana passada, enquanto competia na Europa. “Eu soube na Itália, durante o Mundial da ISSF, em Lonato. Antes de terminar a última série da minha prova, fiquei sabendo que a vaga era minha. Quem me deu a notícia foi o diretor-técnico da confederação, Aílton Patriota”, lembra Renato, que não esconde a emoção que sentiu ao ser informado.
 
“Foi uma satisfação muito grande quando ele falou. Senti um alívio enorme, porque a competição interna por essa vaga foi grande”, ressalta, referindo-se a José Pedro de Oliveira Costa, de São Paulo, e Luciano Parreira Alves, do Rio de Janeiro, que concorriam pela vaga olímpica. “Para disputar os Jogos o atleta tem que ter uma qualificação mínima. São 114 pontos em 125. Atingi essa pontuação na Itália”.
 
Renato, 52 anos, disputará no Rio de Janeiro sua primeira edição de Jogos Olímpicos e confessa que não vê a hora de desfilar na cerimônia de abertura junto com a delegação brasileira. “Eu já participei de dois Jogos Pan-Americanos (Rio 2007 e Toronto 2015) e de alguns sul-americanos. Mas a Olimpíada é de uma grandeza maior. Minha expectativa é grande. Participar como atleta do maior evento esportivo do mundo será algo inesquecível. Minha filha, minha esposa e toda a nossa família ficaram muito felizes. Mas até lá, minha expectativa maior é de ter condições de poder treinar bem e, com esse treinamento, representar bem o país”, afirma.
 
Renato tem pela frente pouco mais de dez meses para se preparar até o dia 5 de agosto, cerimônia de abertura dos Jogos. Atualmente, o atirador treina em sua fazenda, em Luziânia, e no Clube Olímpico de Tiro de Brasília (Coteb), que usa o stand do Exército. “Estou treinando cinco dias por semana e atiro 125 vezes por dia”, detalha Portela, que pratica o tiro esportivo há cerca de 20 anos.
 
Outras vagas - Além das vagas do tiro ao prato, o Brasil tem direito, por ser país-sede, a cinco vagas para as modalidades de carabina e pistola. Duas já estão definidas e foram preenchidas por Cassio Rippel e o Felipe Wu. O primeiro conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto na prova da carabina deitado de 50m. O segundo foi ouro em Toronto na prova da pistola de ar de 10m.
 
As outras três vagas da carabina e pistola só serão anunciadas após o evento-teste do tiro esportivo, em abril de 2016, no Rio de Janeiro.
 
 

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