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Bicampeã da Diamond League, Fabiana mira Pan e Mundial em 2015

Fabiana Murer / Foto: Agência Luz / BM&FBOVESPAFabiana Murer / Foto: Agência Luz / BM&FBOVESPA

Rio de Janeiro - Quando o assunto é temporada 2014, a paulista de Campinas Fabiana Murer não tem do que reclamar. Campeã do salto com vara dos Jogos Sul-Americanos em Santiago, em março, quando saltou a modesta marca (para seus padrões) de 4,40m, Fabiana trilhou, na Diamond League (circuito de 14 eventos de primeira linha promovidos pela Federação Internacional de Atletismo – IAAF, em inglês), um caminho extremamente vitorioso no restante do ano.
 
Na etapa de Nova York, em junho, ela garantiu o ouro ao saltar 4,80m, melhor marca da temporada e que garantiu à atleta a liderança do ranking mundial ao fim do ano passado. Depois, em julho, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio, nas etapas de Glasgow (4,65m) e Mônaco (4,76m). Por fim, faturou o ouro na etapa de Zurique (4,72m), em agosto. Com os saltos em Mônaco e Zurique, Fabiana fechou 2014 com as três melhores marcas do ano.
 
A medalha dourada na Suíça rendeu à Fabiana o bicampeonato da Diamond League (2010 e 2014) e, com isso, fechou um ano espetacular. Agora, está de volta à ativa. E 2015 já começou marcado por um pódio. Sem competir desde setembro do ano passado, a saltadora (Clube de Atletismo BM&FBOVESPA) iniciou a temporada no último sábado (24.01), no Meeting de Perche Élite Tour, competição indoor disputada em Rouen, na França. Faturou a medalha de bronze ao saltar 4,56m. O resultado é o início do trabalho visando às competições em pista outdoor, que terão início em quatro meses.
 
“O ano de 2015 vai ser intenso. Estou fazendo a temporada em pista coberta, que já serve de preparação para a temporada em pista aberta, que começa em maio”, conta Fabiana, 33 anos (completará 34 em 16 de março). Diante dos vários compromissos para a temporada, a campinense enumera dois eventos em especial.
 
“Tenho competições importantes pela frente, como os Jogos Pan-Americanos de Toronto (em julho) e o Mundial de Pequim (em agosto). Mas o principal objetivo é manter a regularidade de bons resultados no ano e, assim, buscar uma medalha nesses campeonatos”, avisa, em entrevista para o Portal Brasil 2016. 
 
Índices no horizonte - No atletismo, o Brasil, mesmo sendo país-sede das Olimpíadas, não tem vagas asseguradas para o Rio de Janeiro em 2016. Assim, os brasileiros terão que conquistar o índice olímpico como todos os outros. As marcas ainda não foram divulgadas pela IAAF.
 
“Venho fazendo uma boa preparação, mas para estar garantida nas Olimpíadas tenho que fazer bons resultados em 2016. Estou focada em 2015, pois tenho competições importantes e objetivos, mas tenho que me manter saudável e competitiva até 2016”, projeta a saltadora, cujo maior desafio será superar os resultados das duas participações olímpicas — foi 10ª em Pequim 2008 e 14ª colocada em Londres 2012 — e tentar chegar ao pódio no Rio de Janeiro.
 
Para isso, a equipe técnica trabalha de forma diferenciada. “Meus treinos estão mais bem pensados e estou priorizando a qualidade e não a quantidade para evitar lesões e me manter em alto nível”, revela Fabiana, que elogia o bom trabalho que vem sendo desenvolvido na modalidade. “O salto com vara vem evoluindo bastante nos últimos anos no Brasil e temos um bom time para 2016. Além disso, temos atletas novos vindo para outros ciclos”.
 
Beneficiada pela Bolsa Pódio do governo federal, um dos pilares do Plano Brasil Medalhas, Fabiana Murer destaca a importância do incentivo na caminhada rumo aos Jogos 2016. “O apoio está sendo importante. Tenho condição de fazer campings de treinamento e competições fora do país com o meu treinador (Elson Miranda) e o fisioterapeuta (Rodrigo Iglesias). Assim, tenho a oportunidade de competir com as adversárias que vou encontrar nos grandes eventos e tenho o suporte a que estou acostumada no Brasil, no dia a dia”, detalha.
 
Para a bicampeã do Diamond League, os investimentos no atletismo são cruciais para o crescimento das gerações atuais e das futuras. “Não só o salto com vara, mas outras provas no Brasil estão se desenvolvendo em função dessas oportunidades dos atletas terem a experiência de treinar e conviver com técnicos e atletas estrangeiros”, encerra Fabiana.
 
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