Treinador do revezamento 4x100 fala sobre a conquista do ouro

Ana Claudia Lemos / Foto: Wagner Carmo / CBAtAna Claudia Lemos / Foto: Wagner Carmo / CBAt

Bragança Paulista - A Seleção Brasileira conseguiu o título inédito de campeã mundial do revezamento 4x100 m masculino no domingo (12/5), em Yokohama, no Japão, em um desempenho emocionante, superando adversários fortíssimos como Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Jamaica, entre outros. A marca de 38:05 é a melhor do mundo em 2019 e a terceira melhor da história na América do Sul, o que coloca o grupo no mesmo patamar dos revezamentos mais vencedores do Brasil.
 
Uma grande vantagem é que dos quatro titulares dois – Paulo André de Oliveira e Derick Souza - têm 20 anos e muito o que evoluir. A juventude somada à experiência de Jorge Henrique Vides (26) e a versatilidade de Rodrigo Nascimento (24) dá esperança de novos grandes resultados, sem esquecer o talento de Vitor Hugo dos Santos (23), que ficou desta vez na reserva.
 
O técnico do grupo campeão, Felipe de Siqueira, não escondeu a felicidade pela conquista e a receita para o futuro. “Trabalhar cada dia mais para aumentar a confiança e quem sabe em 2020, 2024 o Brasil possa chegar ao maior sonho, que é uma nova medalha olímpica”, disse o treinador, que respondeu a três perguntas.
 
Qual o balanço que você faz da vitoriosa campanha do revezamento 4x100 m que terminou com o inédito título mundial em Yokohama?
 
Felipe de Siqueira – Não poderia ser melhor. Iniciamos um novo trabalho com uma geração talentosa há cerca de um mês. Que havia talento todo mundo já sabia, mas eles precisavam desse título, desse resultado, que ainda não tinham. A partir do momento em que a gente se reuniu e falou que ali se iniciava um trabalho e tínhamos totais condições de brigar por algum resultado bom nesse Mundial. Conseguimos correr rápido e trazer este título para o Brasil.
 
Pode fazer uma análise da composição do revezamento?
 
Felipe de Siqueira – Tivemos um grupo de cinco atletas – Vitor Hugo, Jorge Vides, Derick, Paulo André e Rodrigo, um grupo heterogêneo, onde cada peça é fundamental em cada perna do revezamento. O Rodrigo, atleta jovem, mas experiente, abriu o revezamento – e também poderia nos ajudar em outras funções. O Jorge, o mais experiente de todos – como o Vitor Hugo também já participou de Jogos Olímpicos –, é o mais velho, com 26 anos, nos dá segurança no miolo, é o âncora, o cara de confiança. O Derick tem um casamento perfeito com aquela curva, consegue pegar o bastão ali ou manter ou entregar para o último homem em condições de brigar por um bom resultado, ‘vestiu’ aquela curva. O Paulo André é o cara de decisão, que assume a responsabilidade e nos dá a segurança de que vai brigar até o final. E o Vitor Hugo que não correu nesse quarteto é um cara que sempre vou querer contar com ele no revezamento. É jovem, mas experiente, um dos pioneiros dessa geração a correr na casa dos 10 (segundos) baixinho. Esses garotos podem trazer muita coisa boa para a gente.
 
Como essa equipe do 4x100 m chega ao Mundial de Doha e como lidar com o aumento da pressão sobre o grupo diante do excepcional resultado?
 
Felipe de Siqueira – O primeiro desafio era classificar o Brasil para o Mundial de Doha e, a partir disso, chegar com uma condição boa e brigar por boas colocações. O que nos engrandeceu muito foi ter ganho de alguns dos principais adversários, como os Estados Unidos, Jamaica, Grã-Bretanha, China e Canadá – apesar de não ter ido para a final, por uma infelicidade na troca de bastão, é um time competitivo. A expectativa agora é chegar ao Mundial sendo competitivo. Até lá a gente vai melhorar individualmente, sabe que a maioria dos integrantes do 4x100 m começa a temporada outdoor individual agora em junho, na Europa, e melhorando no percurso podemos baixar ainda mais esse tempo. Correndo na casa dos 37 há uma grande possibilidade de medalha. Pressão sempre vai ter e eles sabem conviver com isso, é normal no esporte de alto rendimento. Em Yokohama havia a pressão de 22 mil pessoas num estádio onde o Brasil foi pentacampeão mundial de futebol. E eles foram lá e fizeram o que fizeram. É trabalhar cada dia mais, para aumentar a confiança e quem sabe em 2020, 2024 o Brasil possa chegar ao nosso maior sonho, que é a medalha olímpica.
 
 
 
 
 

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